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terça-feira, 14 de maio de 2019

A revolução industrial medieval: os começos da engenharia moderna


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Uma certa “lenda negra” visceralmente anti-medieval acostumava apresentar a Idade Média como uma era de retrocesso técnico.

Essa visualização anti-histórica movida por um fundo anticristão não resiste mais à crítica científica.

O Professor Raul Bernardo Vidal Pessolani, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal Fluminens ‒ UFF, vem de publicar a respeito esclarecedora apresentação de Power Point.

A apresentação dispensa comentários e a reproduzimos a continuação:



PowerPoint: A Revolução Industrial Medieval e os começos da Engenharia




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Alguns grandes nomes da ciência medieval

Na Idade Média nasceu a ciência logicamente sistematizada

Sem a Igreja Católica não teria havido ciência e progresso autênticos

Na Idade Média, a Europa encheu-se de escritores, artistas, monumentos e invenções

Os hospitais: frutos da caridade desconhecidos antes da Idade Média

Universidades e catedrais francesas: farois da cultura medieval

Invenção “sui generis” de um monge e Papa: o zero

Idade Média: era de grandes descobertas geográficas

Historiadores recusam os mitos anti-católicos e anti-medievais

Os mosteiros levaram a agricultura a patamar nunca visto

Descobertas grandes e surpreendentes

Castelos, abadias e aldeias medievais integradas com a natureza. Exemplo dos queijos e cervejas de Chimay

Melhores vinhos modernos: herança das abadias medievais

Monges trapistas fazem a melhor cerveja do mundo

Ordenadas pela lógica floresceram ciências como a mecânica, as matemáticas, a física e a astronomia

Nascimento e triunfo dos altos estudos

A minúscula carolíngia mudou o rumo da cultura e da alfabetização

Convite aos fiéis a aprofundar racionalmente as verdades da fé

Sob a doce luz de Cristo, a Idade Média foi uma explosão de liberdade, criatividade e progresso, diz catedrático de Lisboa

A revolução industrial da Idade Média: os surpreendentes planos de Villard de Honnecourt

A movimentada vida dos engenheiros medievais

A Idade Média à procura do Movimento Perpétuo para resolver o problema da energia

Energia industrial para invenções e “gadgets” em plena era medieval

A geometria a serviço do arquiteto medieval

Conhecimentos industriais e científicos da Antiguidade cuidadosamente aproveitados

Os mestres medievais autores de inventos atribuídos a Leonardo da Vinci

O relógio astronômico do Ocidente nasceu na Idade Média

Um abade na ponta da tecnologia: Dom Richard Wallingford

Uma vocação familiar para relógios nunca antes sonhados: os Dondi

Monges inventores de tecnologias logo comunicadas a todos

Idade Média: ingenuidade ou entendimento superior das coisas?

O monasticismo católico e a restauração da fé, da cultura e das ciências

A Idade Média achava que a Terra era plana?

Idade das Trevas? Ou Idade da Luz da Fé e da razão irmanadas?

O sistema universitário medieval: o oposto do conhecimento fragmentário hodierno

"Caso Galileu": manipulação revolucionária para abalar a hierarquia medieval das ciências

Sob o Catolicismo as ciências progrediram mais que em qualquer outra civilização

Invenções e instituições criadas na época medieval

A revolução industrial medieval: os começos da engenharia moderna

Mito errado: Na Idade Média a ciência ficou estagnada, e não houve progresso técnico



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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Prefeitura: símbolo da autonomia da cidade medieval

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O prédio ao lado não é uma casa de operários? Ou poderia ser tal vez de um monarca absoluto?

Pode se entrever salões magníficos e o vidão que se levava dentro.

Pode se supor, erradamente, esse monarca olhando de cima para baixo o plebeu que andava a pé pela praça.

E seria um julgamento perfeitamente errado.

O prédio é palácio municipal, isto é, sede de uma prefeitura municipal.

Fica na cidade de Wroclaw (Polônia), antigamente Breslau, Alemanha.

Os nobres governavam os campos, mas a cidade era governada com forte preponderância, quando não exclusivamente, pelos plebeus.

De maneira que a administração da cidade em geral era plebeia e eleita pelos habitantes da cidade, sendo que em muitas cidades havia o voto feminino.

E a plebe que habitava as cidades medievais elegia seus representantes.

Elegiam o prefeito que ia à Câmara, que nós chamáramos hoje dos vereadores, e os funcionários públicos trabalhavam neste local.

Isto é um monumento à grandeza, à força, à autonomia e à opulência da plebe urbana.





(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 22.04.73. Sem revisão do autor.)


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quarta-feira, 10 de abril de 2019

O clérigo medieval: um apaixonado por Nosso Senhor Jesus Cristo

São Nizier bispo, Lyon
Luis Dufaur
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Na ordem social medieval é preciso distinguir três categorias essenciais.

A mais alta é a dos clérigos.

O clérigo é por excelência um homem de oração e estudo.

O próprio do clérigo é um modo de considerar a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não considera a Jesus Cristo como um qualquer que olha e exclama “Aahh!” Não.

O bom clérigo olha para Nosso Senhor com uma espécie de enlevo apaixonado.

Há também o mau clérigo, e esse elogio que eu estou fazendo não cabe a um mau clérigo.

Então, o bom clérigo se caracteriza por uma espécie de paixão por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Clérigo santo medieval
Clérigo santo medieval
Por exemplo, quando ele considera a Paixão e Morte de Nosso Senhor, ele é propenso a se compenetrar de tal modo que ele até chora.

Se ele considera a Anunciação, ou os mistérios gaudiosos, ele é propenso a atitudes como as representadas nos quadros de Fra Angélico.

Em todas as coisas, o bom clérigo é profundamente refletido, medita muito, e sua meditação toca até o fundo de sua sensibilidade.

E isto o leva, portanto, aos maiores sacrifícios e às maiores renúncias com resolução, e daí o grande número de santos entre o clero da Idade Média.





(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 28/2/91. Sem revisão do autor)



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segunda-feira, 18 de março de 2019

Simbolismo e valor da ponte na ordem medieval

A Ponte de São Carlos em Praga
A Ponte de São Carlos em Praga
Luis Dufaur
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A ponte é um hífen entre dois caminhos. Quando o caminho para no lado de num abismo de um rio ou de um vale profundo é necessário uma ponte sobre ele.

A ponte é um traço de união, não é nem uma parte do caminho, nem a outra do caminho; tem como que individualidade própria. Ela é ponte.

E porque a ponte é filha da inteligência humana, ela tem uma nobreza própria e se entendeu sempre que ela devia ter uma beleza própria.

Daí o fato de as pontes mais antigas, cujos quadros, figuras em mosaico; em pergaminhos, em vitrais etc. nós podemos contemplar, terem alguma coisa que as diferencie do resto do caminho.

A Ponte de Londres
Pode ser a menor das pontes num pequeno caminho de roça; ou pode ser a ponte mais monumental de um grande rio, sempre se concebeu a ponte como algo de nobre, bonito, que merece ter uma fisionomia própria.

Por exemplo, a famosa ponte sobre o Tâmisa, que se abre em dois para deixar passar os navios que sulcam o rio intensamente comercializado e industrializado.

E que depois se fecha de novo para que sobre ele passe o trânsito da grande capital inglesa.

De um lado e de outro, foram construídas duas torres monumentais.

Quando o leito da ponte está abaixado e sobre ele passa o trânsito tem então a impressão de firmeza, de solidez, de força.

Quando está levantado se tem a impressão de solenidade: as duas partes da ponte se abrem lentamente como que ignorando o que se passa aos pés.

Essa ponte tem uma fisionomia própria tal que foi fotografada, filmada de todos os modos possíveis no mundo inteiro.

Há pontes muito bonitas em outro gênero. Uma delas é a ponte que conduz ao Castelo de Santo Ângelo, em Roma.

É uma torre imensa, construída para servir de jazigo ao imperador Adriano.

Ela foi utilizada durante a Idade Média como um castelo fortificado, onde as tropas dos pontífices se acantonavam para a defesa da cidade Eterna.

Há até uma obra de engenharia que não é bonita, mas que tem seu quê de épico.

É uma longa arcada que acompanha o casario, ocultando um caminho coberto, que leva sobre arcos do Vaticano ao Castelo de Santo Ângelo.

Quando havia invasões ou os Papas se sentiam ameaçados, eles passavam depressa por essa ponte coberta até o Castelo de Santo Ângelo, que é uma fortificação completa.

A passagem chamada Passetto di Borgo vista desde Castel Sant'Angelo.
A passagem chamada Passetto di Borgo vista desde Castel Sant'Angelo.

Não ficava inteiramente de acordo com o lugar religioso onde está sepultado São Pedro.

Então, os Papas aliando o belo e o piedoso ao prático e ao forte, fizeram esse caminho secreto.

Ele tem a beleza dos apuros do Papado nos antigos tempos, e da saída inteligente desse poder que presidiu os mais belos combates da história, que foram as Cruzadas, de maneira a aliar a força à piedade.

E triunfaram do paganismo transformando a sepultura do velho imperador pagão em a fortaleza do Papa.

Outra ponte monumental liga a cidade de Roma por cima do rio Tibre ao Castelo de Santo Ângelo, dedicado ao Arcanjo São Miguel que apareceu no alto dele e deu sinal de fim de uma epidemia que grassava na cidade.

Então a ponte é dedicada aos Anjos e é toda ornada com imagens de santos e de anjos.

E indulgenciada, quer dizer, quem percorre essa ponte rezando determinadas orações, acaba ganhando indulgências fabulosas.

Sobre o velho Tibre romano os anjos lançaram uma ponte monumental.

Os fiéis percorriam rezando sobre as águas do rio, mais ou menos indicando que a intercessão dos anjos conduz sobre os abismos que vão desta terra até o outro mundo.

E que quando nossas almas forem apresentadas a Deus, o serão pelos Anjos.

Mas há pontes de uma simplicidade maravilhosa, que não é a simplicidade calvinista, fria, mal humorada e imbecil da Revolução.

Mas é feita de equilíbrio, de distinção e de uma beleza que está apenas na forma dos arcos e mais nada.

E diz coisas inenarráveis.

Ponte que conduz ao Castel Sant'Angelo
Ponte que conduz ao Castel Sant'Angelo
Essa ponte é a mais bonita das muitas pontes que cortam o Sena: é o Pont Neuf, construído sob Henrique IV.

É apenas um conjunto de arcos que lembram ogivas.

Esses arcos se refletem na água única do Sena.

Só a água do rio Arno, em Florença é comparável à água do Sena.

São duas super-águas.

Quem não conheceu essas duas águas, eu duvido que tenha uma ideia inteira do que é água.




(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de palestra pronunciada em 26.8.78, sem revisão do autor)



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