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segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Na Idade Média houve uma explosão de liberdade, criatividade e progresso

Catedral de Strasbourg, França
Catedral de Strasbourg, França
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A Idade Média, impropriamente chamada "Idade das Trevas", foi uma das épocas de maior desenvolvimento e criatividade técnica, artística e institucional da História, escreveu o Prof. João Luís César das Neves, Professor Catedrático e Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa, no Diário de Notícias de Lisboa.

A Cristandade, explicou ele, gerou um surto de criatividade prática. Assim as realizações da Idade Média resultaram em melhorias da vida das aldeias, não em monumentos que os renascentistas poderiam admirar.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Harmonia nas sociedades e nas nações em volta do Papado

São Leão III coroa imperador a Carlos Magno e põe o fundamento da Cristandade
São Leão III coroa imperador a Carlos Magno
e põe o fundamento da Cristandade
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Na Idade Média foi possível o nascimento da ordem social e política a partir do caos porque houve um ponto central que permaneceu fixo: o papado, centro da vida espiritual e articulador das boas relações entre os povos.

Mas muito diversas foram as suas relações com os diferentes Estados porque alguns se ligaram à Santa Sé por títulos especiais de dependência.

É o caso do Império Romano-Germânico, cujo chefe, sem se encontrar sob a suserania do Papa, ao contrário do que se acreditou frequentemente, deve contudo ser escolhido ou pelo menos confirmado por ele.

Isto explica-se, reportando-nos às circunstâncias que presidiram à sua fundação e à parte essencial que aí tinha tomado o papado, que não faz mais do que conferir-lhe o seu título e julgar casos de deposição.

Outros reinos são vassalos da Santa Sé, pois num dado momento da sua história pediram aos papas a sua proteção.

Como os reis da Hungria, entregando-lhe solenemente a sua coroa; ou como os reis da Inglaterra, Polônia ou Aragão, pedindo-lhe que autenticasse os seus direitos.

De modo que o selo de São Pedro ratifica doravante e preserva as suas liberdades.