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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Prefeitura: símbolo da autonomia da cidade medieval

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O prédio ao lado não é uma casa de operários? Ou poderia ser tal vez de um monarca absoluto?

Pode se entrever salões magníficos e o vidão que se levava dentro.

Pode se supor, erradamente, esse monarca olhando de cima para baixo o plebeu que andava a pé pela praça.

E seria um julgamento perfeitamente errado.

O prédio é palácio municipal, isto é, sede de uma prefeitura municipal.

Fica na cidade de Wroclaw (Polônia), antigamente Breslau, Alemanha.

Os nobres governavam os campos, mas a cidade era governada com forte preponderância, quando não exclusivamente, pelos plebeus.

De maneira que a administração da cidade em geral era plebeia e eleita pelos habitantes da cidade, sendo que em muitas cidades havia o voto feminino.

E a plebe que habitava as cidades medievais elegia seus representantes.

Elegiam o prefeito que ia à Câmara, que nós chamáramos hoje dos vereadores, e os funcionários públicos trabalhavam neste local.

Isto é um monumento à grandeza, à força, à autonomia e à opulência da plebe urbana.





(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 22.04.73. Sem revisão do autor.)


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quarta-feira, 10 de abril de 2019

O clérigo medieval: um apaixonado por Nosso Senhor Jesus Cristo

São Nizier bispo, Lyon
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Na ordem social medieval é preciso distinguir três categorias essenciais.

A mais alta é a dos clérigos.

O clérigo é por excelência um homem de oração e estudo.

O próprio do clérigo é um modo de considerar a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não considera a Jesus Cristo como um qualquer que olha e exclama “Aahh!” Não.

O bom clérigo olha para Nosso Senhor com uma espécie de enlevo apaixonado.

Há também o mau clérigo, e esse elogio que eu estou fazendo não cabe a um mau clérigo.

Então, o bom clérigo se caracteriza por uma espécie de paixão por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Clérigo santo medieval
Clérigo santo medieval
Por exemplo, quando ele considera a Paixão e Morte de Nosso Senhor, ele é propenso a se compenetrar de tal modo que ele até chora.

Se ele considera a Anunciação, ou os mistérios gaudiosos, ele é propenso a atitudes como as representadas nos quadros de Fra Angélico.

Em todas as coisas, o bom clérigo é profundamente refletido, medita muito, e sua meditação toca até o fundo de sua sensibilidade.

E isto o leva, portanto, aos maiores sacrifícios e às maiores renúncias com resolução, e daí o grande número de santos entre o clero da Idade Média.





(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 28/2/91. Sem revisão do autor)



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