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segunda-feira, 3 de maio de 2021

Benefícios da união dos poderes espiritual (Papado)
e temporal (Império)

Ato de submissão de São Luis a Inocêncio IV em Cluny. Bibliothèque National de France.
Ato de submissão de São Luis rei da França a Inocêncio IV em Cluny.
Bibliothèque National de France.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Que tenha havido abusos da parte da Santa Sé, como da parte do poder temporal, é coisa incontestável, e a história das disputas entre o papado e o império está aí para prová-lo.

Mas podemos dizer que no conjunto esta tentativa audaciosa de unir os dois poderes — o espiritual e o temporal — teve um saldo positivo para o bem comum.

Era uma garantia de paz e de justiça esse poder moral do qual não se podiam infringir as decisões sem correr perigos precisos — entre outros o de se ver despojado da sua própria autoridade e afastado da estima dos seus súditos.

Enquanto Henrique II está em luta com Thomas Becket, não se sabe qual prevalecerá, mas no dia em que o rei decide desembaraçar-se do prelado por um assassínio, é ele o vencido.

A reprovação moral e as sanções que ela provoca têm então mais eficácia que a força material.

Para um príncipe interdito, a vida deixa de ser tolerável: os sinos silenciosos à sua passagem, os súditos fugindo à sua aproximação, tudo isto compõe uma atmosfera à qual não resistem até mesmo os caracteres mais fortemente temperados.

Até Filipe Augusto acaba finalmente por se submeter, quando nenhum constrangimento exterior o teria podido impedir de deixar a infeliz Ingeburga gemer na prisão.

Durante a maior parte da Idade Média, o direito de guerra privada permanece considerado inviolável, tanto pelo poder civil como pela mentalidade geral.

Manter a paz entre os barões e os Estados apresenta, portanto, imensas dificuldades; e se não fosse esta concepção da Cristandade, a Europa correria o risco de nunca passar de um vasto campo de batalha.

Mas o sistema em vigor permite opor toda uma série de obstáculos ao exercício da vingança privada.

Em primeiro lugar, a lei feudal exige que um vassalo que jurou fidelidade ao seu senhor não possa apresentar armas contra ele.

O Papa Pasqual II conversa com o rei Filipe I da França. Bibliothèque national de France.
O Papa Pasqual II conversa com o rei Filipe I da França.
Bibliothèque national de France.
Houve faltas, evidentemente, mas assim mesmo o juramento de fidelidade está longe de ser uma simples teoria ou um simulacro.

Quando o rei da França Luís VII vai em socorro do conde Raimundo V, ameaçado em Toulouse por Henrique II da Inglaterra, este retira-se.

Ainda que dispondo de forças muito superiores e assegurado da vitória, declara que não pode cercar uma praça em que se encontra o seu suserano.

Na ocasião, o laço feudal tinha livrado a realeza francesa de uma situação particularmente perigosa.

Por outro lado, o sistema feudal maneja toda uma sucessão de arbitragens naturais.

O vassalo pode sempre recorrer de um senhor ao suserano deste; o rei, à medida que a sua autoridade se estende, exerce cada vez mais o seu papel de mediador; o Papa, enfim, permanece o árbitro supremo.

Frequentemente, basta a reputação de justiça ou de santidade de um grande personagem para que se recorra a ele.

A história da França nos dá mais do que um exemplo: Luís VII é o protetor de Thomas Beckett e o seu intermediário, quando dos seus conflitos com Henrique II.

São Luís impõe-se de igual modo à Cristandade quando pronuncia o célebre Edito de Amiens, que acalmava os diferendos entre Henrique III da Inglaterra e os seus barões.


(Autor: Régine Pernoud, “Lumière du Moyen Âge”, Bernard Grasset Éditeur, Paris, 1944)



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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Espada de São Fernando no brasão de Sevilha

Pendão de Sevilha
Pendão de Sevilha
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Os cavaleiros medievais “batizavam” suas espadas com nomes e até lhes reconheciam feitos prodigiosos que Deus operava por meio delas.

Durante séculos esta crença foi partilhada por nações inteiras e algumas dessas espadas sobreviveram às vicissitudes da história e são exibidas em museus como relíquias.

Figuram como motivo de orgulho em brasões e símbolos heráldicos de famílias, cidades e países.

A disputa pela inclusão da espada do rei São Fernando III de Castela no brasão da cidade de Sevilha suscitou uma aparatosa polêmica na Assembleia Municipal informou o jornal espanhol “ABC”.

Por fim, até o esquerdista PSOE votou em seu favor ao lado dos partidos conservadores PP e Ciudadanos, mas enfrentando uma enraivecida oposição das agrupações de esquerda e extrema-esquerda.

A 'Lobera' espada de São Fernando
A 'Lobera' espada de São Fernando
Essas tripudiaram contra o escudo acusando-o “rançoso, machista, que só reflete cinco séculos de história e omite as etapas pré-romanas e moderna”.

O furor do partido extremista Podemos se concentrou contra a presencia do Rei San Fernando, patrono da cidade, no centro segurando na mão em lugar do cetro a sua espada, símbolo que denegriam como “máxima expressão da violência e um apelo à conquista e à guerra”.

O escudo oficial de Sevilha agora exibe sobre esmalte vermelho ao rei entronizado com o famoso gládio chamado “Lobera” tendo à sua direita e esquerda dois bispos, além do manto real, a coroa e o lema da cidade.

Em 1248 São Fernando III de Castela reconquistou a cidade invadida pelos mouros e os bispos São Leandro e São Isidoro, brilharam no período visigodo.

A espada de São Fernando III é especialmente odiada porque o rei santo usou para conquistar Córdoba, Jaén, e para assaltar desde terra e água, Sevilha e as cidadelas que a rodeavam, todas muçulmanas.

Em 23 de novembro de 1248, o emir sevilhano Axataf se rendeu a São Fernando que portava a “Lobera” e instalou sua corte em Sevilha até morrer.

Procissão na catedral de Sevilha aberta pela 'Lobera'
Procissão na catedral de Sevilha aberta pela 'Lobera'
O rei santo foi procura-la no mosteiro de São Pedro de Cardeña, onde estava o sepulcro do mítico conde Fernán González do qual se ouviam as exclamações quanto em alguma parte os cristãos davam batalha aos maometanos.

Segundo o bispo de Pamplona Prudencio de Sandoval, o Santo Rei levou consigo a espada do herói e o pendão do conde para a campanha por Sevilha “confiado de que por esses meios Deus lhe entregaria a cidade e lhe daria a vitória contra os mouros”.

Após a tomada de Sevilha, essa espada virou o símbolo do poder de Fernando III, e assim aparecia em muitos gravados segurando na mão a “Lobera” em lugar do cetro.

Seu sucessor Affonso X ordenou em 1255, que cada 23 de novembro a toma de Sevilha fosse comemorada com uma procissão solene precedida com todas as honras pela “Lobera”.

São Fernando III, catedral de Sevilha
São Fernando III, catedral de Sevilha
Até hoje se conserva essa tradição e a espada é guardada como relíquia na Catedral da cidade.

O Infante e escritor Don Juan Manuel, neto do Rei Santo, deixou consignado em seu “Libro de los ejemplos del conde Lucanor y de Patronio”, escrito entre 1330 e 1335, que São Fernando III entregou a espada a seu filho o Infante Don Manuel, padre do escritor, dizendo: 

“Não tenho nada para vos dar em herança, mas eu vos dou minha espada Lobera, que é coisa de muito grande virtude com a qual Deus me fez muito bem”.

De fato, em 29 de agosto de 1326, o Infante Don Manuel, o escritor, derrotou às tropas muçulmanas do Reino de Granada na batalha de Guadalhorce, onde perderam a vida por volta de 3.000 infiéis e 80 castelhanos.

Na “Grande Crónica”, Affonso XI o Sábio relata que armado com a espada, fez uma carga que salvou o exército cristão da derrota quando sua retaguarda se estava derrubando perigosamente.

Vídeo: Procissão da espada de São Fernando III




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segunda-feira, 5 de abril de 2021

Harmonia nas sociedades e nas nações em volta do Papado

São Leão III coroa imperador a Carlos Magno e põe o fundamento da Cristandade
São Leão III coroa imperador a Carlos Magno
e põe o fundamento da Cristandade
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na Idade Média foi possível o nascimento da ordem social e política a partir do caos porque houve um ponto central que permaneceu fixo: o papado, centro da vida espiritual e articulador das boas relações entre os povos.

Mas muito diversas foram as suas relações com os diferentes Estados porque alguns se ligaram à Santa Sé por títulos especiais de dependência.

É o caso do Império Romano-Germânico, cujo chefe, sem se encontrar sob a suserania do Papa, ao contrário do que se acreditou frequentemente, deve contudo ser escolhido ou pelo menos confirmado por ele.

Isto explica-se, reportando-nos às circunstâncias que presidiram à sua fundação e à parte essencial que aí tinha tomado o papado, que não faz mais do que conferir-lhe o seu título e julgar casos de deposição.

Outros reinos são vassalos da Santa Sé, pois num dado momento da sua história pediram aos papas a sua proteção.

Como os reis da Hungria, entregando-lhe solenemente a sua coroa; ou como os reis da Inglaterra, Polônia ou Aragão, pedindo-lhe que autenticasse os seus direitos.

De modo que o selo de São Pedro ratifica doravante e preserva as suas liberdades.

Outros enfim, e entre estes a França, não têm nenhum laço de dependência temporal com a Santa Sé, mas aceitam naturalmente as suas decisões em matéria de consciência, e também se submetem de boa vontade à sua determinação arbitral.

Tal é, nas suas grandes linhas, o edifício da Cristandade, como o precisou Inocêncio III numa época em que ela já se encontrava realizada na prática havia vários séculos.

Assenta essencialmente numa harmonia de ordem mística entre os povos.

O Papa Pasqual II recebe ao rei da França Filipe I
O Papa Pascoal II recebe ao rei da França Filipe I,
Biblioteca Nacional de França
Quando examinamos os princípios posteriores do equilíbrio europeu concebidos no tratado de Vestfália, não podemos impedir-nos de achar bastante pobre esta dosagem das nacionalidades de Vestfália.

O Papado foi a agulha de balança apontando as sólidas bases sobre as quais se fundava a paz medieval.

Equivocamo-nos frequentemente sobre o caráter destas relações entre a Igreja e os Estados.

Estamos habituados a ver na autoridade espiritual e na autoridade temporal dois poderes claramente distintos, e por vezes esta “intrusão” do papado nos assuntos dos príncipes foi julgada intolerável.

Tudo se aclara se nos integrarmos na mentalidade da época.

Não é a Santa Sé que impõe o seu poder aos príncipes e aos povos, mas os príncipes e os povos que, sendo crentes, recorrem naturalmente ao poder espiritual, quer eles queiram fazer fortalecer a sua autoridade ou respeitar os seus direitos, quer desejem fazer solucionar as suas questões por um árbitro imparcial.

Como o enuncia Gregório X: “Se é dever daqueles que dirigem os Estados salvaguardar os direitos e a independência da Igreja, é também dever daqueles que detêm o governo eclesiástico tudo fazer para que os reis e os príncipes possuam a plenitude da sua autoridade”.

Os dois poderes, em vez de se ignorarem ou de se combaterem, reforçam-se mutuamente.

O que pôde prestar-se a confusão é que na Idade Média é geral professar um maior respeito pela autoridade religiosa do que pela autoridade laica e julgar uma superior à outra, segundo o dito célebre de Inocêncio III: “Como a alma está para o corpo, ou como o Sol está para a Lua”.

Trata-se de hierarquia de valores, que não arrasta necessariamente a uma subordinação de fato.

Coroação de Filipe Augusto rei da França. Grandes Chroniques de France, Iluminura de Jean Fouquet. Tours, por volta de 1455-1460

Coroação de Filipe Augusto rei da França. Grandes Chroniques de France,
Iluminura de Jean Fouquet. Tours, por volta de 1455-1460

Além disso, é preciso não esquecer que a Igreja, guardiã da fé, é também juiz no foro íntimo e depositária dos juramentos, o que ninguém na Idade Média teria ousado contestar.

Quando é cometido um escândalo público, ela tem o direito e o dever de pronunciar a sua sentença, de absolver o culpado ou de perdoar o arrependido.

Portanto, quando excomunga um Roberto, o Piedoso, ou um Raimundo de Toulouse, ela apenas usa de um poder que lhe é universalmente reconhecido.

Do mesmo modo, quando ela desobriga do juramento de fidelidade os súditos do rei Filipe Augusto ou do imperador Henrique IV, na sequência da sua conduta repreensível ou das suas exações, ela exerce uma das suas funções soberanas.

Porque na Idade Média todo juramento toma por testemunha Deus, e por consequência a Igreja, que tem o poder de unir e de desunir.



(Fonte: Régine Pernoud, “Lumière du Moyen Âge”, Bernard Grasset Éditeur, Paris, 1944)


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segunda-feira, 22 de março de 2021

Do abismo do caos saiu o inimaginável:
a grande ordem medieval

A Grande Ordem nasceu em meio à derrocada do Império romano
A Grande Ordem nasceu em meio à derrocada do Império romano
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Idade Média, tal como se apresentava no seu ponto de partida, corria o risco de nunca conhecer senão o caos e a decomposição.

Nasceu de um império desmoronado e de vagas de invasões sucessivas, formada por povos desarmônicos que tinham cada um os seus usos, seus quadros e sua ordem social diferentes, quando não opostos.

Quase todos esses povos bárbaros tinham um sentido muito vivo das castas, da sua superioridade de vencedores.

De ali só poderia sair o mais inconcebível esboroamento, e de fato o apresentou no início.

Contudo, verificamos que nos séculos XII e XIII essa Europa tão dividida, tão perturbada por ocasião do seu nascimento, atravessa uma era de harmonia e de união tal como nunca conhecera.

E talvez não conhecerá mais no decorrer dos séculos.

Ds bárbaros, povos desarmônicos, diferentes ou opostos, só podia resultar o desabamento geral
Dos bárbaros, povos desarmônicos, diferentes ou opostos,
só podia resultar o desabamento geral
Por ocasião da primeira cruzada, vemos príncipes sacrificarem os seus bens e os seus interesses, esquecer as suas querelas para tomarem juntamente a Cruz.

Os povos mais diferentes reuniram-se num único exército.

A Europa inteira estremeceu à palavra de um Urbano II, de um Pedro, o Eremita, mais tarde de um São Bernardo ou de um Foulques de Neuilly.

Vemos monarcas, preferindo a arbitragem à guerra, submeter-se ao julgamento do Papa ou de um rei estrangeiro para regularizar as suas dissensões.

Fato ainda mais notável, encontramo-nos perante uma Europa organizada.

Ela não é um império, não é uma federação — é a Cristandade.

É preciso reconhecer aqui o papel representado pela Igreja e pelo papado na ordem europeia.

Foram, com efeito, fatores essenciais de unidade.

A diocese, a paróquia, confundindo-se frequentemente com o domínio, foram durante o período de decomposição da Alta Idade Média as células vivas a partir das quais se reconstituiu a nação.

As grandes datas que para sempre marcariam a Europa são as da conversão de Clóvis, assegurando no mundo ocidental a vitória da hierarquia e da doutrina católicas sobre a heresia ariana.

E a coroação de Carlos Magno pelo Papa Estêvão II, que consagra o duplo poder espiritual e temporal, cuja união formará a base da cristandade medieval.

É preciso ter em conta, de uma maneira mais geral, a influência do dogma católico que ensina que todos os filhos da Igreja são membros de um mesmo corpo, como o lembram os versos de Rutebeuf:

Tous sont un corps en Jésus-Christ,

Dont je vous montre par l’écrit

Que li uns est membre de l’autre.


Todos somos um só corpo em Jesus Cristo,

E assim eu vos mostro, pelo que está afirmado,

Que nós somos membros d’Ele.

Busto-relicário de Carlos Magno. Fundo: cúpula da catedral de Aquisgrão, sua capital.
Busto-relicário de Carlos Magno.
Fundo: cúpula da catedral de Aquisgrão, sua capital.
A unidade de doutrina, vivamente sentida na época, jogava a favor da união dos povos.

Carlos Magno compreendera-o tão bem que, para conquistar a Saxônia, enviava missionários de preferência a exércitos, e o fazia por convicção, não por simples ambição.

A história repetiu-se no Império Germânico com a dinastia dos Otões.

A Cristandade pode definir-se praticamente como a “universidade” dos príncipes e dos povos cristãos obedecendo a uma mesma doutrina, animados de uma mesma fé, e reconhecendo desde logo o mesmo magistério espiritual.

Esta comunidade de fé traduziu-se numa ordem europeia assaz desconcertante para cérebros modernos, bastante complexa nas suas ramificações, grandiosa contudo quando a examinamos no seu conjunto.

A paz na Idade Média foi muito precisamente, segundo a bela definição de Santo Agostinho, “a tranquilidade da ordem”.




(Fonte: Régine Pernoud, “Lumière du Moyen Âge”, Bernard Grasset Éditeur, Paris, 1944)


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