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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Gôndolas: um meio de transporte original
herdado da Veneza medieval

Cada góndola é feita à medida do gondoleiro
Cada góndola é feita à medida do gondoleiro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





As gôndolas negras deslizam pelos canais de Veneza ostentando os sinais de um pequeno, mas requintado grupo de artesãos que mantêm vivos os métodos tradicionais de construção, informou a “Folha de S.Paulo”.

Cerca de 700 anos atrás, existiam 7.000 delas em Veneza, mas seu uso cotidiano foi suplantado pelo de barcos mais modernos.

Restam 433, primordialmente dedicadas a atender as saudades dos turistas.

O construtor de gôndolas Roberto Tramontin explica que uma gôndola demora dois meses para ser construída, leva 280 peças de madeiras diversas, como limoeiro, carvalho, mogno, nogueira, cerejeira, abeto, lárix e olmo, e custa cerca de € 38 mil (R$ 123 mil).

A madeira é tratada durante até um ano antes de ser modelada na forma cilíndrica ligeiramente assimétrica, o que permite a um único gondoleiro conduzir a embarcação em linha reta.

Os construtores de gôndolas praticam durante vários anos, antes de começar a construí-las sob medida para o peso do gondoleiro.

Quem viajou de gôndola terá observado que ela é torta, em geral enviesada para um lado. Mas quando o gondoleiro ocupa seu lugar, ela fica perfeitamente equilibrada.

Acresce-se que o gondoleiro rema de um só lado: o direito. Isso faria a gôndola girar em torno de si. O viés à esquerda compensa essa tendência, e a pequena barca de sonho vai numa reta perfeita pelos estreitos canais.

Camadas de verniz preto são aplicadas, mas a ornamentação é limitada desde que um dos doges – espécie de duques soberanos eletivos que governavam a cidade em seus tempos de glória – decretou no século 18 que as gôndolas estavam enfeitadas demais.

É preciso notar que a gôndola era para uso popular e corriqueiro.

Os nobres, eclesiásticos, ricos-homens e pessoas constituídas em dignidade tinham barcos semelhantes, mas muito mais pomposos, com dourados e tapetes flutuantes que acompanhavam seu deslizar sobre as águas.

O mais rico e belo desses navios particulares era o Bucentauro de ouro, destinado ao Doge, autoridade suprema de Veneza.

Ele exigia muitos remadores e levava uma pequena corte e músicos.

Uma réplica navega hoje no Grande Canal nos dias de festa.

Réplica do Bucentauro numa festividade em Veneza
Réplica do Bucentauro numa festividade em Veneza
“Trabalho ao velho estilo. Tudo é feito à mão”, diz Lorenzo Della Toffola, 48, construtor da oficina San Trovaso, que produz uma ou duas embarcações por ano, usando as técnicas do passado.

A arte que cerca as gôndolas deve ser preservada, apesar das mudanças de comportamento, diz Giorgio Orsoni, prefeito de Veneza.

Os gondoleiros precisam possuir uma gôndola para obterem uma licença, e os que não herdam o negócio de seus pais compram, no começo de carreira, um barco usado e só depois financiam um novo.

A família é o veículo da tradição e a propriedade é o fundamento sólido da transmissão cultural.



Vídeo: Gôndolas: um meio de transporte original






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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Deslumbrante crescimento não planificado
do comércio medieval

A atividade comercial recuperou as vías fluviais pouco aproveitadas
A atividade comercial recuperou as vías fluviais pouco aproveitadas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Cada cidade possuía, num grau difícil de imaginar nos nossos dias, a sua personalidade própria, não somente exterior, mas também interior, em todos os detalhes da sua administração, em todas as modalidades da sua existência.

São geralmente, pelo menos no Midi, dirigidas por meirinhos, cujo número varia: dois, seis, por vezes doze; ou ainda um único reitor reúne o conjunto dos cargos, assistido por um preboste que representa o senhor, quando a cidade não tem a plenitude das liberdades políticas.

Muitas vezes ainda, nas cidades mediterrânicas faz-se apelo a um poderoso (podestà), instituição muito curiosa.

O poderoso é sempre um estrangeiro (os de Marselha são sempre italianos), ao qual se confia o governo da cidade por um período de um ano ou dois.

Em toda parte onde foi empregado, este regime deu inteira satisfação.

Em todo caso, a administração da cidade compreende um conselho eleito pelos habitantes, geralmente por sufrágio restrito ou com vários graus, e assembléias plenárias que reúnem o conjunto da população, mas cujo papel é sobretudo consultivo.

Os representantes dos ofícios têm sempre um lugar importante, e sabemos qual foi a parte ocupada pelo preboste dos comerciantes em Paris nos movimentos populares do século XIV.

A grande dificuldade com que as comunas se debatem são os embaraços financeiros.

Marceneiro e sua família. Os locais de trabalho costumavam ser na própria residência familiar.
Marceneiro e sua família.
Os locais de trabalho costumavam ser na própria residência familiar.
Quase todas se mostram incapazes de assegurar uma boa gestão de recursos.

O poder é, aliás, rapidamente absorvido por uma oligarquia burguesa, que se mostra mais dura para com o povo miúdo do que tinham sido os senhores, daí a rápida decadência das comunas.

São muitas vezes agitadas por perturbações populares, e periclitam a partir do século XIV; um tanto ajudadas, é preciso dizê-lo, pelas guerras da época e pelo mal-estar geral do reino.

Nos séculos XII e XIII o comércio toma uma extensão prodigiosa, já que uma causa exterior, as cruzadas, vem dar-lhe um novo impulso.

As relações com o Oriente, que nunca tinham sido completamente interrompidas nas épocas precedentes, conhecem então um vigor novo.

As expedições ultramarinas favorecem o estabelecimento dos nossos mercados na Síria, Palestina, África do Norte, e mesmo nas margens do mar Negro.

Italianos, provençais e languedócios fazem entre si uma severa concorrência, e se estabelece uma corrente de trocas cujo centro é o Mediterrâneo.

Ela vai seguindo a estrada secular do vale do Reno, do Saône e do Sena até ao norte da França, países flamengos e Inglaterra.

Essa estrada já era seguida pelas caravanas que, antes da fundação de Marselha no século VI a.C., transportavam o estanho das ilhas Cassitérides — isto é, da Grã-Bretanha — até aos portos freqüentados pelos comerciantes fenícios.

É a época das grandes feiras de Champagne, Brie e Ilha de França — Provins, Lagny, Londit, San Denis, Bar, Troyes — aonde chegam as sedas, os veludos e os brocados, o alúmen, a canela e o cravo-da-Índia, os perfumes e as especiarias vindos do centro da Ásia, e que em Damasco ou em Jaffa eram trocados pelos tecidos de Douai ou de Cambrai, as lãs da Inglaterra e as peles da Escandinávia.

As casas de comércio de Gênova ou de Florença tinham nos nossos mercados as suas sucursais permanentes.

Os banqueiros lombardos ou de Cahors negociavam aí com os representantes das hansas do Norte e entregavam letras de câmbio válidas até nos distantes portos do mar Negro.

A atividade comercial tinha seu epicentro nas feiras livres em praças públicas
A atividade comercial tinha seu epicentro nas feiras livres em praças públicas
As nossas estradas conheciam assim uma extraordinária animação. A importância do mercado oriental é capital na civilização medieval.

Já a Alta Idade Média tinha conhecido o Oriente através de Bizâncio: a igreja de Paris recitava em grego uma parte dos seus ofícios; foram os marfins bizantinos que verdadeiramente reensinaram ao Ocidente a arte esquecida de esculpir a madeira e a pedra; e a decoração dos manuscritos irlandeses inspira-se nas miniaturas persas.

Mais tarde os árabes conduzem as suas conquistas com a brutalidade que sabemos, e cortam por algum tempo as pontes entre as duas civilizações.

Mas vêm as cruzadas, e o mercado oriental — ao qual corresponde, aliás, um mercado “franco” na Ásia Menor, que trabalhos recentes manifestaram — banha toda a Europa e a faz conhecer a vertigem do tráfego, o deslumbramento dos frutos estranhos, dos tecidos preciosos, dos perfumes violentos, dos costumes suntuosos, e inunda com a sua luz essa época apaixonada pela cor e pela claridade.

Sobretudo multiplica esse gosto pelo risco, essa sede de movimento, que na Idade Média coexiste de forma tão tocante com a ligação à terra.



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segunda-feira, 22 de julho de 2019

O charme borbulhante da vida urbana medieval

Uma feira franca em Gand. Félix de Vigne (1806-1862), Musée des Beaux-Arts de Gand
Uma feira franca em Gand.
Félix de Vigne (1806-1862), Musée des Beaux-Arts de Gand
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
sócio do IPCO,
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A partir da época em que cessam as invasões, a vida transborda os limites do domínio senhorial.

O solar começa a não se bastar mais a si próprio, toma-se o caminho da cidade, o tráfego organiza-se, e em breve, escalando as muralhas, surgem os subúrbios.

A partir do século XI, é o período de grande atividade urbana.

Dois fatores da vida econômica até então um pouco secundários, o ofício e o comércio, vão adquirir uma importância de primeiro plano.

Com eles crescerá uma classe, a burguesia, cuja influência será capital para os destinos da França, ainda que o seu acesso ao poder efetivo date apenas da Revolução Francesa, da qual será a única a tirar benefícios reais.

Pelo menos o seu poder vem de muito mais longe, porque desde a origem ela ocupou um lugar preponderante no governo das cidades.

E os reis apelavam voluntariamente aos burgueses governantes das cidades como conselheiros, administradores e agentes do poder central, nomeadamente a partir de Filipe, o Belo.

Homenagem da cidade ao duque de Borgo San Giorgio. O relacionamento do povo com as autoridades era de tipo familiar
Homenagem da cidade ao duque de Borgo San Giorgio.
O relacionamento do povo com as autoridades era de tipo familiar
A burguesia deve a sua grandeza à expansão do movimento comunal, do qual aliás é o principal motor.

Nada de mais vivo, de mais dinâmico do que esse impulso irresistível que, do século XI ao início do século XIII, leva as cidades a libertarem-se da autoridade dos senhores.

E nada mais ciosamente defendido que as liberdades comunais, uma vez adquiridas, pois os direitos exigidos pelos barões tornavam-se insuportáveis a partir do momento em que não havia mais necessidade da sua proteção.

Elas eram justificadas nos tempos de agitações, outorgas e portagens, já que representavam os gastos de polícia da estrada, e um comerciante roubado nas terras de um senhor podia fazer-se indenizar por ele.

Mas a tempos novos e melhores devia corresponder um reajustamento, que foi obra do movimento comunal.

A Idade Média concluiu desta forma, com êxito, essa necessária rejeição do passado, tão difícil de realizar na evolução da sociedade em geral.

É muito provável que, se o mesmo reajustamento tivesse sido produzido em tempo oportuno para os direitos e privilégios da nobreza, muitas desordens teriam sido evitadas.

A realeza dá o exemplo do movimento pela outorga de liberdades às comunas rurais.

A “carta de Lorris”, concedida por Luís VI, suprime as anúduvas e a servidão, reduz as contribuições, simplifica os processos em justiça e estipula por outro lado a proteção dos mercados e das feiras:

Nenhum homem da paróquia de Lorris pagará alfândega ou qualquer direito para aquilo que for necessário à sua subsistência, nem direitos sobre as colheitas feitas com o seu trabalho ou o dos seus animais, nem direitos sobre o vinho que tiver nas suas vinhas.

A ninguém será requerida cavalgada ou expedição que o impeça de regressar nesse mesmo dia a casa, se o quiser.

O ambiente de liberdade nas ruas medievais é inimaginável para nós escravos da vida moderna.
O ambiente de liberdade nas ruas medievais
é inimaginável para nós escravos da vida moderna.
Ninguém pagará portagem até Estampes, nem até Orleans, nem até Milly, em Gâtinais, nem até Melun.

E aquele que tiver a sua propriedade na paróquia de Lorris, esta não lhe poderá ser confiscada se tiver cometido qualquer delito, a menos que seja um delito contra Nós ou a nossa gente.

Ninguém que venha às feiras ou ao mercado de Lorris, ou no regresso, poderá ser detido ou perturbado, a menos que tenha cometido algum delito nesse dia.

Ninguém, nem Nós nem outros, poderá cobrar a talha aos homens de Lorris. [...]

Nenhum dentre eles fará anúduvas, a não ser uma vez por ano, para levar o nosso vinho a Orleans, e a mais nenhum lugar. [...]

E qualquer um que tenha vivido um ano e um dia na paróquia de Lorris, sem que ninguém o reclame aí, nem que tal lhe seja proibido por Nós nem pelo nosso preboste (N.T.: em Portugal, corresponde a prefeito), será a partir daí livre e franco.

A pequena cidade de Beaumont recebe pouco depois os mesmos privilégios, e em breve o movimento se desenha em todo o reino.

É um dos espetáculos mais cativantes da história a evolução de uma cidade na Idade Média. Cidades mediterrânicas — Marselha, Arles, Avignon, Montpellier — rivalizando em audácia com as grandes cidades italianas pelo comércio “deste lado do mar”.

Centros de tráfego como Laon, Provins, Troyes ou Le Mans, centros de indústria têxtil como Cambrai, Noyon ou Valenciennes, todos fazem prova de um ardor, de uma vitalidade sem igual.

Tiveram a simpatia da realeza, pois no seu desejo de emancipação ofereciam a ela a dupla vantagem de enfraquecer o poder dos grandes feudais e de trazer ao domínio real um crescimento inesperado, já que as cidades franqueadas entravam assim na dependência da coroa.

Por vezes a violência é necessária, e assistimos a movimentos populares como em Laon ou Le Mans.

Mas a maior parte das vezes as cidades libertam-se por meio de trocas, por contratações sucessivas, ou pura e simplesmente à custa de dinheiro.

Aí ainda, como em todos os detalhes da sociedade medieval, a diversidade triunfa, pois a independência pode não ser total.

Uma determinada parte da cidade, ou tal direito particular, permanece sob a autoridade do senhor feudal, enquanto o resto volta para a comuna.

Um exemplo típico é fornecido por Marselha: o porto e a parte baixa da cidade, que os viscondes partilhavam entre si, foram adquiridos pelos burgueses, bairro por bairro, e tornaram-se independentes, enquanto a parte alta permanecia sob o domínio do bispo e do capítulo; e uma parte da baía, em frente ao porto, permanecia propriedade da abadia de São Vítor.

Um dia de festa em Bitetto congrega os cidadãos junto à catedral
Um dia de festa em Bitetto congrega os cidadãos junto à catedral
Seja como for, é comum a todas as cidades o empenho em fazer confirmar essas preciosas liberdades que acabavam de adquirir, a sua pressa em se organizarem, em deixarem escritos os seus costumes, em regular as suas instituições sobre as necessidades que lhes eram próprias.

Os seus usos diferem conforme aquilo que faz a especialidade de cada uma delas: tecelagem, comércio, forragens, curtumes, indústrias marítimas ou outras.

A França conservaria durante todo o Antigo Regime um caráter muito especial, devido à existência desses costumes particulares a cada cidade, fruto completamente empírico das lições do passado.

Além disso, eram fixados com toda a independência pelo poder local, portanto o mais possível de acordo com as necessidades de cada uma.

Esta variedade, de uma cidade para outra, dava ao nosso país uma fisionomia muito sedutora e das mais simpáticas.

A monarquia absoluta teve a sabedoria de não tocar nos usos locais, de não impor um tipo de administração uniforme.

Foi esta uma das forças e um dos encantos da França antiga.


(Autor: Régine Pernoud, “Lumière du Moyen Âge”, Bernard Grasset Éditeur, Paris, 1944)



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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Cenas da vida de todos os dias numa cidade medieval

Ambiente de conforto e largueza na casa burguesa
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A cena acontece num lar da burguesia.

Por certo, o homem não é um faminto, mas tem bom apetite.

Olhem com que apetite ele olha para o prato dele! A

mulher esta trazendo para ele um pernil.

Eles estão bem agasalhados, o ambiente de conforto que há na casa!

Na outra gravura, um burguês ‒ literalmente: habitante do burgo, quer dizer, da cidade, de classe média ‒ está discutindo com criadores camponeses o preço do animal que está comprando.


Compra e venda numa rua medieval
Vê-se a diferença de categoria: ele está mais bem vestido, tem a sua bolsinha cheia de dinheiro, e é muito mais seguro de si.

Fome nenhum deles está passando, todos eles estão bem. A vida melhor é certamente a do burguês.

O trabalho é sempre tranquilo, sempre distendido e dir-se-ia que era especialmente um mundo de obesos.

Numa pequena rua de comércio há lojinhas.

Os fregueses estão conversando; os artigos estão expostos à venda e vê-se trabalhadores manuais.

Outros conversam ou negociam numa mesa bem regada com vinho ou alguma cerveja.

São artesões e alguns produzem a coisa in loco.

Mais uma vez trabalho ao ar livre, trabalho em condições higiênicas, trabalho cômodo.

Nenhum deles está na correria louca de uma pessoa que anda por São Paulo na Avenida Paulista, ou no Rio de Janeiro na Avenida Central.

Todos estão numa vida normal, numa vida calma, só falta sorrir.




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