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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

O Pálio de Siena, relíquia palpitante de vida da Civilização Cristã (3)

Palio di Siena, a cidade medieval

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Continuação do post anterior: O Pálio de Siena, relíquia palpitante de vida da Civilização Cristã (2)


Entre a "prova generale" e a "provaccia", um banquete

Nos dias que antecedem a corrida, a cidade toda se agita com os preparativos.

A municipalidade anuncia em termos solenes a sua próxima realização, as contradas se aprestam, as casas são enfeitadas, preparam-se as vestes para o desfile, ninguém comenta outra coisa senão o Pálio: Siena vai viver seu grande dia.

A corrida tem regras muito peculiares, a começar pelo sorteio dos cavalos entre as contradas.

Os capitães escolhem os dez melhores entre os animais que podem concorrer, e cada um destes recebe um número, colocado sob a sua orelha direita; uma criança, retirando de uma urna um número e de outra um nome, decide a qual contrada será entregue cada cavalo.

Palio di Siena, cavalo, a cidade medieval
Aconteça o que acontecer, a escolha pela sorte não pode ser mudada.

Em duas ocasiões sucedeu de um cavalo morrer durante os treinos: os representantes da contrada infeliz desfilaram na festa com uma tarja na bandeira e uma capa preta nos tambores silenciosos.

As montarias são levadas para as respectivas contradas, onde são tratadas e vigiadas com grande cuidado. O capitão sorteia o jóquei, que poderá, conforme sua atuação, tornar-se famoso ou execrado.

Começa então uma série de treinos, para habituar os cavalos com a saída e com os perigos do percurso.

Na tarde da véspera todos correm, já vestidos com seus uniformes, a "prova generale", após a qual participam de um grande banquete. E na manhã do grande dia há um último treino, a "provaccia".

Enquanto isto são instaladas na praça as tribunas de honra, as arquibancadas, uma plataforma para os juízes, outra para os priores das contradas, e cercas ao longo da pista, que é recoberta com terra.

Palio di Siena, a cidade medievalO pároco abençoa o jóquei e o cavalo

O dia da corrida amanhece em meio à animação e alegria gerais.

Por todos os meios de transporte chegam continuamente ondas de gente, habitantes das cidades vizinhas, turistas de todo o mundo.

Na catedral é celebrada Missa em louvor de Nossa Senhora; a imagem da Madonna delle Grazie é exposta à multidão dos fiéis.

As ruas estão todas enfeitadas, dos balcões das casas pendem ricos tapetes.

Em três praças importantes são hasteadas as bandeiras dos três "terzi" em que se divide a cidade, correspondentes aos castelos primitivos.

Cada contrada tem seu próprio oratório, onde antes do desfile o jóquei vai rezar e beijar uma relíquia.

Ele, e também o cavalo, recebem uma bênção do pároco, após a qual dirigem-se, como todo o séquito que logo as acompanhará no desfile, ao Palácio do Arcebispo, a fim de prestar-lhe homenagem.

Entrementes, a praça se enche de espectadores — sua capacidade é calculada em 50 mil pessoas.

As arquibancadas, o canteiro central, as janelas das casas, telhados, postes, tudo regurgita de gente.

A expectativa é intensa, quando o grande sino da torre Mangia começa a badalar vagarosa e sonoramente, anunciando o desfile que precede a corrida, o "cortejo histórico", durante o qual ele se fará ouvir sem cessar.

Espocam morteiros, surge a guarda dos "carabinieri", que dão a volta da pista, a cavalo, sob os aplausos da multidão. Pela segunda vez os morteiros troam; é o sinal de que começou o desfile.



Continua no próximo post:


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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

O Pálio de Siena, relíquia palpitante de vida da Civilização Cristã (2)

Palio di Siena, a cidade medieval
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuação do post anterior: Siena e seu Palio: relíquia que vibra ainda pelo impulso da vida da Civilização Cristã (1)


 Em louvor da Virgem

O Pálio não é apenas uma festa esportiva e guerreira, é também uma comemoração religiosa.

A primeira corrida se realiza no dia 2 de julho, em honra da Madona de Provenzano, e a segunda a 16 de agosto, em louvor de Nossa Senhora da Assunção.

Esta especial devoção dos sienenses para com a Mãe de Deus, a Quem elegeram como Padroeira da cidade, tem origens muito antigas.

Palio di Siena, igreja, a cidade medieval
Nos tempos do apogeu militar, partindo para a guerra eles ofereciam a Nossa Senhora as chaves das nove portas de Siena, para alcançarem sua proteção no combate.

Em agradecimento pelas vitórias conquistadas, erguiam-lhe capelas e oratórios.

Na véspera da batalha de Monteaperti, dedicaram a cidade a Nossa Senhora da Assunção; a Ela consagraram a catedral.

Nessa época, em que todas as atividades humanas eram vivificadas pelo sopro do Catolicismo, era natural que as próprias comemorações guerreiras tivessem uma nota profundamente religiosa.

Assim, os jogos com que Ferrara celebrava a festa de São Jorge, Bolonha as de São Pedro e São Bartolomeu, e Florença a de São João Batista.

Palio di Siena, Madonna di Provenzano, a cidade medieval.
Em Siena — "cidade da Virgem", como era chamada — a principal festa foi durante muito tempo em honra da "Madonna dell’Assunta".

Em fins do século XVI, quando uma terrível fome assolou a região, o povo mais uma vez voltou-se para sua Protetora.

Mas não pôde entrar na catedral para oferecer seus votos, porque dentro havia uma disputa terrível entre os cônegos, e as portas estavam fechadas.

Acorreram então os sienenses a Nossa Senhora de Provenzano, cuja imagem ficava entre duas janelas de uma humilde morada na Via dei Provenzani di Sotto, e que já operara milagres.

A Virgem atendeu aos rogos que lhe foram dirigidos, e afastou o flagelo.

Desde então a solenidade de Nossa Senhora de Provenzano, a 2 de julho, tornou-se a principal festa religiosa de Siena, comemorada também com uma corrida na Piazza del Campo.

Até hoje (embora seja preciso reconhecer que o espírito religioso atual é bem menos intenso que o de antigamente) o Pálio é realizado em louvor de Nossa Senhora.

Madonna del Voto, Siena, a cidade medieval O único prêmio ao vencedor da corrida é um estandarte, pintado a mão, com a imagem da Madonna de Provenzano ou da Assunção, conforme o caso.

Deste estandarte — em italiano palio — a corrida recebeu o nome com que é conhecida.

A festa é rica em cerimônias e símbolos religiosos: beijo de relíquias pelo jóquei, bênção do cavalo, visita ao Arcebispo, Te Deum comemorativo da vitória, procissão ao Santuário de Nossa Senhora, e muitas outras, peculiares a cada "contrada" (nome dos grupos que tomam parte na corrida).

 Espetáculo artístico incomparável

As "contradas" que correm no Pálio têm origem medieval.

Siena, no seu apogeu, era dividida administrativamente em 23 bairros autônomos, dentro de uma mesma muralha, cada qual com seu governo, suas leis, seus padroeiros, sua igreja e seu pequeno território.

Palio di Siena, a cidade medieval
Todos eles se uniam debaixo da autoridade do Magistrado da comuna, o qual, do Palácio Público cuja torre domina a cidade e a região, presidia aos destinos comuns.

Estas eram as originais "contradas".

Com o tempo, porém, a administração se unificou e as contradas passaram a ser apenas entidades civis.

Mantiveram contudo certos direitos, que detêm até hoje: cobrar impostos dos cidadãos de seu território, convocá-los para reuniões, realizar comemorações nas ruas e praças, escolher protetores, mesmo entre nobres residindo além de suas divisas, e render homenagem pública a eles.


Desde o século XV as contradas têm tomado parte nas corridas e comemorações populares.

Até hoje isto mantém o ambiente de emulação e entusiasmo que cerca o Pálio.

A princípio eram 23 as concorrentes, mas seis foram supressas, por terem brigado durante a corrida de 1675.

Das 17 que existem atualmente — Águia, Dragão, Girafa, Pantera, Unicórnio, etc. — correm apenas dez em cada Pálio: as sete que não correram na vez anterior e três sorteadas.

No desfile que precede a corrida, cada contrada procura sobrepujar suas rivais pela beleza dos trajes.

Palio di Siena, a cidade medieval
Seus representantes — pajens, tambores, porta-bandeiras, capitão, homens de armas, jóquei e treinador — vestem-se à medieval, com as cores da contrada, mas dispostas com tal variedade que não se veem dois padrões iguais.

As diversas contradas exibem combinações de preto e vermelho, amarelo e azul, vermelho e verde, branco, laranja e azul, etc., ora em listras, ora em faixas onduladas, ora em xadrez, e em mil outros desenhos.

Tudo é vida, espontaneidade, exuberância.

As calças dos pajens têm cada perna de uma cor.

E o que poderia dar facilmente em um conjunto demasiado vistoso, quiçá bufo, constitui, graças ao gosto apurado e comedido dessa pequena população de província, uma admirável festa de colorido, de graça, de vivacidade, de alegria.

Diante dessa festa medieval o pobre espectador não pode deixar de sentir ao vivo o contraste com a "austera, apagada e vil tristeza" do mundo moderno.



Continua no próximo post: O Pálio de Siena, relíquia palpitante de vida da Civilização Cristã (3)


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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Siena e seu Palio: relíquia que vibra ainda
pelo impulso da vida da Civilização Cristã (1)


Luis Dufaur
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Quem viaja pela Toscana e chega de noite a Siena atravessa majestosas muralhas e percorre ruas antigas e tortuosas, cheias de mistérios e de encanto.

Assim chega até a Piazza del Campo, centro da história da cidade através dos séculos. Se sobe pela Via di Cittá encontra a catedral, das mais lindas joias da arte medieval italiana, na riqueza de seus mármores e mosaicos.

Então, a pessoa sente a impressão de ter penetrado num mundo de sonhos.

Siena, Piazza di Campo, a cidade medievalNo silêncio e solidão da noite, a cidade como que esconde o que tem de atual, de moderno.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Gôndolas: um meio de transporte original
herdado da Veneza medieval

Cada góndola é feita à medida do gondoleiro
Cada góndola é feita à medida do gondoleiro
Luis Dufaur
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As gôndolas negras deslizam pelos canais de Veneza ostentando os sinais de um pequeno, mas requintado grupo de artesãos que mantêm vivos os métodos tradicionais de construção, informou a “Folha de S.Paulo”.

Cerca de 700 anos atrás, existiam 7.000 delas em Veneza, mas seu uso cotidiano foi suplantado pelo de barcos mais modernos.

Restam 433, primordialmente dedicadas a atender as saudades dos turistas.

O construtor de gôndolas Roberto Tramontin explica que uma gôndola demora dois meses para ser construída, leva 280 peças de madeiras diversas, como limoeiro, carvalho, mogno, nogueira, cerejeira, abeto, lárix e olmo, e custa cerca de € 38 mil (R$ 123 mil).

A madeira é tratada durante até um ano antes de ser modelada na forma cilíndrica ligeiramente assimétrica, o que permite a um único gondoleiro conduzir a embarcação em linha reta.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Deslumbrante crescimento não planificado
do comércio medieval

A atividade comercial recuperou as vías fluviais pouco aproveitadas
A atividade comercial recuperou as vías fluviais pouco aproveitadas
Luis Dufaur
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Cada cidade possuía, num grau difícil de imaginar nos nossos dias, a sua personalidade própria, não somente exterior, mas também interior, em todos os detalhes da sua administração, em todas as modalidades da sua existência.

São geralmente, pelo menos no Midi, dirigidas por meirinhos, cujo número varia: dois, seis, por vezes doze; ou ainda um único reitor reúne o conjunto dos cargos, assistido por um preboste que representa o senhor, quando a cidade não tem a plenitude das liberdades políticas.

Muitas vezes ainda, nas cidades mediterrânicas faz-se apelo a um poderoso (podestà), instituição muito curiosa.

O poderoso é sempre um estrangeiro (os de Marselha são sempre italianos), ao qual se confia o governo da cidade por um período de um ano ou dois.

Em toda parte onde foi empregado, este regime deu inteira satisfação.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

O charme borbulhante da vida urbana medieval

Uma feira franca em Gand. Félix de Vigne (1806-1862), Musée des Beaux-Arts de Gand
Uma feira franca em Gand.
Félix de Vigne (1806-1862), Musée des Beaux-Arts de Gand
Luis Dufaur
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A partir da época em que cessam as invasões, a vida transborda os limites do domínio senhorial.

O solar começa a não se bastar mais a si próprio, toma-se o caminho da cidade, o tráfego organiza-se, e em breve, escalando as muralhas, surgem os subúrbios.

A partir do século XI, é o período de grande atividade urbana.

Dois fatores da vida econômica até então um pouco secundários, o ofício e o comércio, vão adquirir uma importância de primeiro plano.

Com eles crescerá uma classe, a burguesia, cuja influência será capital para os destinos da França, ainda que o seu acesso ao poder efetivo date apenas da Revolução Francesa, da qual será a única a tirar benefícios reais.

Pelo menos o seu poder vem de muito mais longe, porque desde a origem ela ocupou um lugar preponderante no governo das cidades.

E os reis apelavam voluntariamente aos burgueses governantes das cidades como conselheiros, administradores e agentes do poder central, nomeadamente a partir de Filipe, o Belo.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Cenas da vida de todos os dias numa cidade medieval

Ambiente de conforto e largueza na casa burguesa
Luis Dufaur
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A cena acontece num lar da burguesia.

Por certo, o homem não é um faminto, mas tem bom apetite.

Olhem com que apetite ele olha para o prato dele! A

mulher esta trazendo para ele um pernil.

Eles estão bem agasalhados, o ambiente de conforto que há na casa!

Na outra gravura, um burguês ‒ literalmente: habitante do burgo, quer dizer, da cidade, de classe média ‒ está discutindo com criadores camponeses o preço do animal que está comprando.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

A festa de Corpus Christi: modelo de festividade religiosa na cidade medieval

O corporal com as gotas do divino Sangue do milagre de Bolsena na saída da basílica de Orvieto
O corporal com as gotas do divino Sangue do milagre de Bolsena na saída da basílica de Orvieto
Luis Dufaur
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Neste ano 2019 a festa de Corpus Christi se comemora o dia 20 de junho.



A festa de Corpus Christi é dedicada a honrar e adorar o Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo realmente presente na Eucaristia, sob as aparências do pão e do vinho.

Corpus Christi é a manifestação pública da fé no dogma da Presença Real na Hóstia consagrada. Daí as belas procissões realizadas no mundo inteiro.

No Brasil, de norte a sul, cidades enfeitam suas ruas com encantadores “tapetes” de flores para glorificar o Deus humanado.

A festa de Corpus Christi foi inspirada a uma religiosa agostiniana, Santa Juliana de Cornillon (1193–1258), a quem Deus revelou a conveniência para a Igreja dessa celebração.

Santa Juliana foi superiora da abadia de Mont-Cornillon de Liège (Bélgica), fundada em 1124.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Pontes com beleza na cidade medieval

A Ponte dos suspiros, assim chamada porque os réus ali dariam seu último adeus
A Ponte dos suspiros, assim chamada porque os réus ali dariam seu último adeus
Luis Dufaur
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A Ponte dos Suspiros, em Veneza. Quem não a conhece? Reúne dois corredores de palácios.

Tão simples! Tão pequena! É insignificante como obra de engenharia em comparação com qualquer dos nossos minhocões.

Os senhores acham que algum desses minhocões vai passar para a história?

A Ponte dos Suspiros é uma amostra da natureza espiritual da alma humana. Embora tal vez não seja verdade que os condenados à morte passavam por essa ponte, a ideia de que uma ponte chamada dos Suspiros!

Como é nobre suspirar numa ponte, olhando para a água! Como isso é belo! Que bom lugar para suspirar!

terça-feira, 14 de maio de 2019

A revolução industrial medieval: os começos da engenharia moderna


Luis Dufaur
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Uma certa “lenda negra” visceralmente anti-medieval acostumava apresentar a Idade Média como uma era de retrocesso técnico.

Essa visualização anti-histórica movida por um fundo anticristão não resiste mais à crítica científica.

O Professor Raul Bernardo Vidal Pessolani, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal Fluminens ‒ UFF, vem de publicar a respeito esclarecedora apresentação de Power Point.

A apresentação dispensa comentários e a reproduzimos a continuação:

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Prefeitura: símbolo da autonomia da cidade medieval

Luis Dufaur
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O prédio ao lado não é uma casa de operários? Ou poderia ser tal vez de um monarca absoluto?

Pode se entrever salões magníficos e o vidão que se levava dentro.

Pode se supor, erradamente, esse monarca olhando de cima para baixo o plebeu que andava a pé pela praça.

E seria um julgamento perfeitamente errado.

O prédio é palácio municipal, isto é, sede de uma prefeitura municipal.

Fica na cidade de Wroclaw (Polônia), antigamente Breslau, Alemanha.

Os nobres governavam os campos, mas a cidade era governada com forte preponderância, quando não exclusivamente, pelos plebeus.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

O clérigo medieval: um apaixonado por Nosso Senhor Jesus Cristo

São Nizier bispo, Lyon
Luis Dufaur
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Na ordem social medieval é preciso distinguir três categorias essenciais.

A mais alta é a dos clérigos.

O clérigo é por excelência um homem de oração e estudo.

O próprio do clérigo é um modo de considerar a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não considera a Jesus Cristo como um qualquer que olha e exclama “Aahh!” Não.

O bom clérigo olha para Nosso Senhor com uma espécie de enlevo apaixonado.

Há também o mau clérigo, e esse elogio que eu estou fazendo não cabe a um mau clérigo.

Então, o bom clérigo se caracteriza por uma espécie de paixão por Nosso Senhor Jesus Cristo.