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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Cenas da vida de todos os dias numa cidade medieval

Ambiente de conforto e largueza na casa burguesa


A cena acontece num lar da burguesia.

Por certo, o homem não está sofrendo fome.

Olhem com que apetite ele olha para o prato dele! A mulher esta trazendo para ele uma comida.

Eles estão bem agasalhados, o ambiente de conforto que há na casa!

Um burguês ‒ literalmente: habitante do burgo, quer dizer, da cidade, de classe média ‒ está discutindo com criadores camponeses o preço do animal que ele está comprando.

Compra e venda numa rua medieval
Vê-se a diferença de categoria: ele está mais bem vestido, tem a sua bolsinha cheia de dinheiro, e é muito mais seguro de si.

Fome nenhum deles está passando, todos eles estão bem. A vida melhor é certamente a do burguês.

O trabalho é sempre tranqüilo, sempre distendido e dir-se-ia que era especialmente um mundo de obesos.

Numa pequena rua de comércio há lojinhas. Os fregueses estão conversando; os artigos estão expostos à venda e vê-se trabalhadores manuais.

São artesões e alguns produzem a coisa in loco.

Mais uma vez trabalho ao ar livre, trabalho em condições higiênicas, trabalho cômodo.

Nenhum deles está na correria louca de uma pessoa que anda por São Paulo na Avenida Paulista, ou no Rio de Janeiro na Avenida Central.

Todos estão numa vida normal, numa vida calma, só falta sorrir.

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

A revolução industrial medieval: os começos da engenharia moderna

Uma certa “lenda negra” visceralmente anti-medieval acostumava apresentar a Idade Média como uma era de retrocesso técnico.

Essa visualização anti-histórica movida por um fundo anti-cristão não resiste mais à crítica científica.

O Professor Raul Bernardo Vidal Pessolani, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal Fluminens ‒ UFF, vem de publicar a respeito esclarecedora apresentação de Power Point.

A apresentação dispensa comentários e a reproduzimos a continuação:


PowerPoint: A Revolução Industrial Medieval e os começos da Engenharia
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terça-feira, 16 de março de 2010

O rei Carlos VII e a estuprada semvergonha

Carlos VII

Carlos VII foi um rei medieval. Ele não sobresaiu especialmente, a não ser pelo fato de Santa Joana d'Arc tirá-lo da desgraça e de corrosivas dúvidas interiores.

Entretanto, como todos os reis medievais ungidos pela Igreja, tinha um auxílio especial para governar. Eis um exemplo característico:


Uma moça foi queixar-se a Carlos VII, da França, de que fora violentada por um rapaz.

O rei mandou comparecer diante dele o culpado, e o obrigou a entregar à moça, em sua presença, uma vultosa indenização.

Logo depois que a moça se afastou, o rei disse ao rapaz:

— Agora vá atrás dela e tome-lhe o dinheiro.

O rapaz fez como lhe foi ordenado, mas a moça resistiu valentemente.

Carlos VII tendo a seu lado Santa Joana d'Arco
O rei ordenara também aos guardas que os acompanhassem à distância e lhe trouxessem novamente à presença o casal, flagrado nessa disputa pública.

Diante do rei, a moça ainda mantinha agarrada contra o peito a bolsa contendo a indenização.

E o rei lhe disse:

— Devolva a esse moço o dinheiro que lhe deu, pois você só foi violentada porque o quis. Se tivesse defendido a própria honra com tanto empenho como defendeu o dinheiro, ele não teria conseguido violentá-la, como não conseguiu retomar o dinheiro.

terça-feira, 2 de março de 2010

Calvário na Normandia

No despontar do dia, a luz matutina banha com suavidade os campos verdejantes da Normandia.

Na penumbra de casas seculares que se aninham na colina, o vilarejo começa a despertar ao som do humilde campanário da velha igreja.

A beleza e imponência do edifício tem proporção com a fé dos habitantes.

Almas devotas ali se dirigem para rezar. Antes de voltar à casa, alguns curvam-se com piedade aos pés do artístico cruzeiro de pedra.

A cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, a lembrança de seus sofrimentos no calvário e a prece confiante na misericórdia divina ocupam lugar de relevo na vida desses aldeões, nos quais as asperezas da vida não esmoreceram a fé.

Tal piedade tem um prêmio: todos voltam para suas casas com a paz de alma, a serenidade, a felicidade tranqüila e inalterável da confiança no socorro da Providência.