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terça-feira, 23 de setembro de 2014

A personalização dos cargos enchia de dignidade
todas as classes sociais

Luis Dufaur



continuação do post anterior


Essa grandeza pessoal, como afirmamos, provém da consciência da dignidade humana levada ao seu mais alto grau.

Quando, porém, além de ter em si a dignidade comum a todos os homens e própria a todo católico, a pessoa acrescenta a isto um outro título – senhora, por exemplo, de um reino, de um Estado, de uma instituição – algo se lhe acrescenta que a engrandece ainda mais.

O mesmo não acontece quando alguém é um mero funcionário de um Reino ou de uma República, pois ao deixar o cargo torna-se apenas um ex-presidente, por exemplo, e nada mais.

É preciso que a pessoa esteja fundida em determinada coletividade humana, e seja pessoalmente a proprietária da direção dessa coletividade, por vinculação pessoal, para que acresça realmente sua pessoa de uma dignidade, que é uma participação da dignidade daquela coletividade humana.

Quanto maior e mais ilustre é essa coletividade à testa da qual está, tanto mais se lhe acrescenta uma nova dignidade. É a dignidade do poder público, fundida na sua pessoa, constituindo-se assim na nota própria da nobreza.

Temos assim, além da nobreza pessoal, moral, a nobreza funcional, que seria essa espécie de encarnação, em um determinado indivíduo, de toda uma coletividade humana e do seu poder.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Majestade e dignidade até no simples chefe de família popular

continuação do post anterior

Estudando essa idéia da participação do poder real na hierarquia feudal, chegamos a uma consideração de outra ordem, relacionando a distinção pessoal de cada homem com a dignidade que lhe confere a função ou o cargo que ocupa.

Tipos de grandeza na hierarquia feudal

Quando nos referimos ao rei, dizemos que ele tem uma tal grandeza que chamaríamos de majestade.

Nesse conceito, a majestade é aquele tipo de grandeza que constitui propriamente o seu pináculo, e que corresponde ao poder real.

Abaixo do rei, seria impróprio dizer que um duque, por exemplo, tem majestade. Diríamos que ele tem elevação, alteza, distinção, eminência, mas não majestade.

A alteza, a distinção, a eminência, são o próprio dom da majestade, mas num grau menor.

Do mesmo modo, não podemos nos referir a um conde, a um marquês, como nos referiríamos a um duque, dizendo que tem alteza ou eminência. A expressão seria demasiada.