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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Aldeias e cidades nasceram, ou reviveram, à sombra de igrejas, conventos e catedrais

Cesky Krumlov, República Checa A cidade medieval
Cesky Krumlov, República Checa

O clero multiplicou nossos vilarejos, fez crescer e embelezou nossas cidades. Diversos bairros de Paris, tais como os de Santa Genoveva e de Saint-Germain-l’Auxerrois, surgiram em parte às custas das abadias dos mesmos nomes.

Em geral, onde quer que se estabelecesse um mosteiro, ali se formava uma aldeia: a Chaise-Deiu, Abbeville, e muitos outros lugares levam ainda em seus nomes a marca de sua origem.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Como os monges resgataram a agricultura na Idade Média


É ainda ao clero secular e regular que devemos a renovação da agricultura na Europa, como lhe devemos a fundação dos colégios e hospitais.

Desmatamento das terras, abertura dos caminhos, aumento dos vilarejos e cidades, estabelecimento dos correios e hospedarias, artes e ofícios, manufaturas, comércio interior e exterior, leis civis e políticas; tudo enfim nos vem originariamente da Igreja.

Nossos pais eram bárbaros aos quais o cristianismo foi obrigado a ensinar até arte de se alimentar.

A maioria das concessões feitas aos mosteiros nos primeiros séculos da Igreja, era terras baldias, que os monges cultivavam com suas próprias mãos. Florestas agrestes, pântanos intransitáveis, vastas charnecas, foram a fonte dessas riquezas que tanto censuramos no clero.

Enquanto os cônegos premonstratenses trabalhavam as solidões da Polônia e uma parte da floresta de Coucy na França, os beneditinos fertilizavam nossas plantas nativas. Molesme, Colan e Cister, que se cobrem hoje de vinhas e colheitas, eram lugares de abrolhos e espinhos, onde os primeiros religiosos habitavam em choupanas de folhagens.

domingo, 5 de agosto de 2012

Corporações: independência trabalhista e importância político-social

Preboste dos mercaderes e magistrados municipais de Paris
“Para melhor se defenderem, e por um costume caro à época, os comerciantes medievais tinham o hábito de se associarem.

“Há no princípio, para os navios, o que se chama a “conserva”: dois ou mais navios decidem fazer juntos sua viagem, e esta decisão é objeto de um contrato, que não se rompe sem se expor a sanções e a uma multa.

“De outro lado, os comerciantes de uma cidade, onde quer que eles se encontrem, formam uma associação e elegem um representante seu para os administrar, e, se for necessário, assumir a responsabilidade ou a defesa de seus interesses.

“As ferrarias mais importantes têm um cônsul permanente — ou pelo menos durante a grande “estação” comercial, que vai de São João (24 de junho) a Santo André, em novembro — fiscalizando os armazéns.