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terça-feira, 12 de junho de 2018

Remanso medieval: repouso delicioso que prepara para façanhas

As muralhas protegiam dos perigos e garantiam o aconchego e o remanso da cidade
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









Uma forma característica de remanso é o aconchego da cidade cercada de muros, com portas que se fecham durante a noite, guardas, sentinelas, etc.

Enquanto do lado de fora tem o inimigo, a proximidade do assalto noturno e outros perigos.

As casas populares procuravam proteção junto ao castelo
Outra forma é o remanso do castelo, num grande campo, junto ao qual as cabanas dos agricultores se reúnem como filhas medrosas em torno da mãe.



O castelo enorme tem encostada uma aldeiazinha a seu lado.

Essa proximidade permite aos aldeões irem correndo para dentro do castelo se houver ataque.

De maneira que todos dormem ao seu lado. O castelo é o grande remanso.

Mas não era moleza. Durante o dia todos trabalham.

Acresce que a guerra era frequente na Idade Média.

Também, os medievais empreendiam viagens enormes, romarias a cidades longínquas que podiam durar meses ou anos, Cruzadas e aventuras da toda ordem.

É o contraste.

A gente deve imaginar assim cidades como a de Bruges tão encantadora com seus canais.

Hoje, ela ficou meio parada.

Distensão que restaura a hierarquia das coisas
Considerando esse conjunto, o remanso fica delicioso.

É um remanso cheio de calor humano, cheio de aconchego, e que não é um remanso para a vida inteira, mas uma alternativa para a luta, o trabalho e a aventura.

São ocasiões em que toda a sensação de perigo se afasta, e o homem se distende inteiro.

E, nessa distensão, as coisas retornam à sua verdadeira hierarquia.

Porque, na atividade febricitante perde-se o senso da boa ordem, mas nessa distensão as coisas retomam sua verdadeira hierarquia. Isso é propriamente o remanso.

Imaginemos, por exemplo, o comerciante que passou o dia inteiro posto na sua loja.

O grande aconchego e paz do lar medieval
Ele chega a noite em casa, as atividades comerciais estão encerradas, e ele entra num ambiente tão diferente de sua atividade comercial, que fica como que forçado a não pensar mais nela.

Então aí o comércio fica de lado e a hierarquia de valores se restabelece.

Restabelecendo-se, ele é capaz de “distância psíquica”.

Tudo isto é bonito e atraente.

Há nisto um equilíbrio, uma ordem, uma afinidade com a natureza humana, que torna isso belo.



O recolhimento não é o contrário da ação.

O recolhimento é a fonte da ação.

As grandes ações do homem se resolvem nas horas de recolhimento.

Então, o recolhimento assim vivido não é um convite à preguiça.

Ele restaura as forças para continuar a ação, e por causa disto ele é belo.



(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 29/4/67. Sem revisão do autor.)




Vídeo: Paz da cidade medieval - Casas populares da Inglaterra






Popular traditional houses in England





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