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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Quando os Mandamentos de Deus regem a sociedade humana

Se imaginarmos uma sociedade em que ninguém cumpre os Mandamentos da Lei de Deus, ter-se-ia uma sociedade que vai explodir.

Se imaginarmos uma sociedade onde todos cumprem os Mandamentos, ter-se-ia uma sociedade em pleno florescimento.

A razão é muito simples: os Dez Mandamentos mostram a ordem que Deus pôs nas coisas.

Esta ordem posta por Deus produz naturalmente frutos.

E os frutos do precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo para que todas as coisas dêem certo são excelentes.

Por quê?

Porque pelo sangue d’Ele nós obtemos a graça, e sem a graça nós não obteríamos nada.

E é essa graça que nos torna capazes de cumprir os Mandamentos.



É doutrina condenada pela Igreja achar que o homem pode sem a graça praticar duravelmente, na sua totalidade, os Mandamentos.

Um bandido pode praticar alguns mandamentos; por exemplo, um celerado pode assassinar pessoas, mas não roubar.

Ou um médico relaxado por culpa de quem os doentes morrem, mas que propriamente não tira o dinheiro da carteira dos outros. Ele cumpre um ou outro mandamento, mas cumprir todos juntos, sem a graça de Deus não consegue.

Então, se os homens todos recebem a graça, e a graça nunca falta a ninguém porque Deus a oferece sempre, eles podem agir de acordo com os Mandamentos.

E se todos os homens que pertencem a uma sociedade cumprem os Mandamentos, essa sociedade é levada ao seu píncaro.

Ali pode se perceber toda a dimensão do elogio feito por S.S. Leão XIII à Idade Média:


“Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados.

“Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil.

“Então a Religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos Príncipes e à proteção legítima dos Magistrados.

“Então o Sacerdócio e o Império estavam ligados entre si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios.

“Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda a expectativa, cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer”. (S.S. Leão XIII, Encíclica “Immortale Dei”, de 1º-XI-1885, “Bonne Presse”, Paris, vol. II, p. 39).

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 28/2/91. Sem revisão do autor)




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