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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Agradável, doce e sobrenatural paz dos mercados natalinos da Era da Luz


Longe da banalidade comercial, o sorriso sobrenatural do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo enchia de alegria suave e de aconchego as praças de cidades e aldeias, de palácios e choupanas da Idade Média.

A tradição, embora deformada, pervive até hoje.

Trata-se das feiras de Natal que ainda dominam em cidades alemãs, austríacas, alsacianas, etc., na Europa.

Elas constituem um eco saudoso, requintado em épocas posteriores, do Natal medieval.

Cheiro de ervas, amêndoas torradas, vinho, cravo, canela, incenso e resina de pinheiro.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Harmoniosa complementaridade entre o castelo e a casa camponesa

A imagem representa uma excursão de camponeses mais abastados. Serão, tal vez, proprietários pequenos ou médios de propriedades rurais.

Eles se divertem num passeio em bote pelo canal. O homem está tocando uma flauta, um moça está tocando um bandolim, um homem atrás rema.

Eles estão andando num canal que vai ao longo de um castelo.

O castelo tem beleza arquitetônica. A harmonia das linhas, o belo reflexo sobre as águas, os cisnes nadam num grande sossego.

Bem em frente do castelo há uma casa de plebeus. Entre o castelo e casa dos campônios se estabelece naturalmente uma comparação muito bonita de duas classes sociais: o castelo é mais nobre, rico e belo, mas em frente dele reina a fartura e a comodidade.

A poesia, a quietude, a tranqüilidade caracteriza essas habitações camponesas, feitas por populares cuja manifestação de bom gosto é menos acentuada do que nos nobres. A casa tem um aconchego e uma beleza insuspeitados para os dias de hoje, mas essas eram construções normais para a Idade Média.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Veneza: cidade que desafia o equilíbrio

Veneza é uma cidade que desafia o equilíbrio. Ela é uma sublime explosão de cores e de formas meio despreocupadas tendendo a um prodigioso meio irreal.

Veneza embriaga.

Veneza é uma das muitas Itálias, porque houve incontáveis Itálias.

Podemos ver antes de tudo, a diferença que vai entre o Campanile ‒ que é uma torre contendo os sinos ‒, e a Basílica de São Marcos.

De lado, fica o incomparável Palácio dos Doges, governantes supremos da República de Veneza eleitos cada cinco anos.

A Basílica é a capela dos Doges e a torre é o campanário da Basílica.

O Campanile é reto, vai para o céu quase como um desafio. Ele se despreocupou completamente com o que está ao redor dele, não liga para nada.

A parte de baixo toda nua, simples, tem um gosto italiano muito especial. É um pe-queno pormenor, não no centro como poria o francês, mas de lado: uma fila de janeli-nhas.