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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Melhor mecânico do mundo
apreendeu com os “jeitos” da oficina familiar

Enzo ganhou o prêmio de melhor mecânico do mundo, e apreendeu o ofício em casa.
Enzo ganhou o prêmio de melhor mecânico do mundo, e apreendeu o ofício em casa.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Um mecânico de 24 anos ganhou o prêmio internacional concedido ao mais competente operário de oficina do mundo.

Trata-se de Enzo Malter, da cidade interiorana de Farias, na província argentina de Santiago del Estero. Ele já havia sido premiado como o mais competente da Argentina durante três anos consecutivos.

Enzo explicou ao jornal “La Nación” que é mecânico “desde sempre”, quer dizer, desde muito pequeno, quando ajudava seu avô, seu pai e seu irmão mais velho na oficina familiar em sua cidade natal.

Ele apreendeu a profissão fazendo pequenos serviços no local de trabalho familiar. Quando mudou para Córdoba, uma cidade bem maior e mais exigente, estudou no Instituto Renault e trabalhou numa oficina importante.

A mudança foi total porque consertava modelos novos. Mas a experiência adquirida “em casa” lhe abriu as portas de uma conceituada concessionária que, por sua vez, o encaminhou para cursos de capacitação.

Acabou ganhando o prêmio de melhor técnico nacional e foi convidado a se especializar na China.

Mas Enzo tem suas raízes profundamente deitadas na sua procedência. Ele segue ancorado às tradições do trabalho na oficina familiar, churrasco incluído. Nesse espírito inspira confiança até nos clientes mais exigentes e reclamadores.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A paz medieval, o comércio, as grandes cidades
e o dirigismo hodierno

Iluminura, jogo de Xadrez
Iluminura apresenta medievais num jogo de Xadrez
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Pelo fim da Idade Média, a partir do século XII ou XIII, quando as guerras entre os feudos decaem, a Europa começa a conhecer uma relativa paz.

A ação dos cavaleiros andantes, no extermínio dos bandidos, acabou de desinfestar as estradas e o comércio começou a circular.

Ao mesmo tempo em que o comércio circula, as barreiras desses pequenos mundos se modificam.

E, concomitantemente, vão começando a formar-se aqui, lá e acolá, grandes cidades.

Vai surgindo nos vários reinos uma capital, o rei; e a figura do monarca se destaca.

Ele constitui uma corte, tudo caminha para a centralização.

E essa centralização vai do século XIII, numa marcha ascensional, até o século XVII e começo do XVIII, com Luís XIV na França.

E com reis que participaram um pouco do protótipo de Luís XIV, antes ou depois dele — como, por exemplo, o rei Felipe II, na Espanha, ou Pedro o grande e Catarina a grande, na Rússia etc. O que sucede então é que essa centralização transforma completamente o jogo das influências.