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terça-feira, 31 de maio de 2016

Dois fatores geradores da vida urbana:
o comércio e as profissões em espírito de família

Enriquecimento geral pelo comércio e o artesanato. Castello dei Conti (Itália)
Enriquecimento geral pelo comércio e o artesanato.
Passeata histórica em Castello dei Conti (Itália)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Com o comércio, o elemento essencial da vida urbana é o ofício.

A forma como foi compreendido na Idade Média, como se regulou o seu exercício e as suas condições, mereceu reter particularmente a atenção da nossa época, que vê no sistema corporativo uma solução possível para o problema do trabalho.

Mas o único tipo de corporação realmente interessante é a corporação medieval, tomada no sentido lato de confraria ou associação de ofício, logo alterada sob pressão da burguesia.

Os séculos seguintes não conheceram dela senão deformações ou caricaturas.

Corporação: é a custo que empregamos este termo, do qual tanto se abusou, e que se prestou a inúmeras confusões a propósito das nossas antigas instituições.

Notemos em primeiro lugar que se trata de um vocábulo moderno, que só aparece no século XVIII. Até então só tinha sido questão de mestrias ou de confrarias (jurandes).

terça-feira, 3 de maio de 2016

A feira medieval: ordem, prosperidade, fartura, retidão.
Relação direta entre o produtor e o consumidor

"La foire du Lendit", anônimo, século XIV, 'Pontifical de Sens', França,  na BnF (departemento dos Manuscritos, Latin 962, fol. 264.
"La foire du Lendit", anônimo, século XIV, 'Pontifical de Sens', França,
na BnF (departemento dos Manuscritos, Latin 962, fol. 264.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A cena representa uma feira medieval numa pequena cidade.

No centro destaca-se o bispo acompanhado do clero abençoando as atividades. O bispo está paramentado levando a mitra e o báculo dourado símbolos de seu alto múnus.

A Igreja zelava para que as transações comerciais acontecessem na boa ordem.

Mas não ficava intervindo a toda hora e propósito nessas atividades, como faz o Estado moderno com regulamentos e impostos.

A Igreja fazia algo mais importante.

Ela formava com seus ensinamentos a consciência dos fiéis para que elas fossem retas e soubessem praticar as virtudes.

Entre as virtudes estava a da justiça que é indispensável para se definir os preços e formas de pagamento justas, afastando abusos e disputas.

A Igreja ensinava com clareza os Mandamentos “Não roubarás” (7º) e “Não cobiçarás o bem alheio” (10º).