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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Como eram as casas das cidades medievais

Reconstituição de uma moradia camponesa. Museu de Lourdes.



O elemento essencial da casa medieval, sobretudo no norte da França, é a sala comum em que se reúne toda a família nas horas das refeições, e que preside a todos os acontecimentos: batismos, casamentos, velório dos mortos.

Na sala se vive, nela a família se reúne à noite diante da grande lareira, para se aquecer e contar histórias antes de ir para a cama. Isto se repete tanto nas casas dos camponeses como nos castelos.

Os outros compartimentos são apenas acessórios, o importante é a sala familiar, que os franco-canadenses chamam ainda “viveiro” (le vivoir).

Quando o nível da casa o exige, a cozinha é separada. Por vezes mesmo, nos castelos, ocupa um edifício à parte, sem dúvida para limitar os riscos de incêndio.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A construção civil se fazia com os materiais da região

Bruges, na Bélgica.
Bruges, na Bélgica.





Sabe-se na Idade Média que não existe conforto sem paredes espessas servindo de proteção.

Segundo os recursos do local, são construídas em tijolo ou em pedra talhada, no caso dos ricos.

Na maior parte dos casos, mistura-se madeira e adobe, como acontece um pouco por toda parte até aos nossos tempos.

Constrói-se no chão toda a armadura da fachada, em vigas sabiamente unidas umas às outras.

A seguir procede-se de uma só vez ao levantamento, com a ajuda de cabrestantes, macacos e polés, para depois se guarnecer os interstícios com tijolos ou com o material usado na região.

As igrejas que nos restam dão em geral a nota do aspecto das casas.

No Languedoc triunfa o tijolo rosa, que dá um brilho tão particular às igrejas de Toulouse ou de Albi.