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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Os guerreiros medievais: sua missão social inspirada por uma “visão” mística de Jesus Cristo

Santo Estevão, rei da Hungria
Santo Estevão, rei da Hungria


O homem de luta e de ideal na Idade Média foi o guerreiro.

Sua missão social era ser protetor contra os inimigos externos, ou seja o Exército hoje, contra os bandidos, ou seja da Polícia hoje, contra os animais ferozes, ou seja algo equivalente a uma Polícia florestal.

Mas esse guerreiro não era um naturalista todo apoiado em seus conhecimentos materiais da guerra, das armas e das tecnologias. É, sem excluir isso, o contrário disso.

O guerreiro típico da Idade Média é o guerreiro que combate por uma razão religiosa.

Ainda que de imediato se trate de uma guerra feudal, em que estão, portanto, envolvidas questões de terras, a veracidade da palavra empenhada, não empenhada, etc., etc., no fundo há algo de religioso.

A família era tida como uma pequena pátria, e deixar de pertencer à família era uma vergonha como deixar de pertencer à pátria.

Por quê?



Robert Bruce, herói da Escócia
Robert Bruce, herói da Escócia.
Porque toda família tem uma mentalidade e um modo de ser próprio, que é também um modo próprio de dar glória a Deus.

E se desaparece aquela família, é a mesma coisa que alguém roubar um pedaço de um vitral.

O vitral seria o país, os pedaços do vitral seriam as famílias.

É uma espécie de obrigação não deixar perecer a família, nem a honra dela, nem o nome dela. Sustentar, portanto, a honra dela até no combate.

Por isso, o modo de um pai ou de uma mãe passar um pito no filho, é dizer: “Você é a vergonha de nossa família”.

Combatente medieval. Reencenação em Kaltenberg
Combatente medieval. Reencenação em Kaltenberg
Quer dizer, está fazendo com que aquele pedaço de cristal do vitral perca a sua beleza e fique como se alguém colasse nele um pedaço de folha de papel jornal.

Tudo era brilhante, mas ali tem um caco qualquer sem expressão, por estar colado um pedaço de jornal. Essa é a família que perdeu a sua expressão.

No fundo disso há uma razão religiosa.

E o guerreiro, quando vai para a guerra para sustentar a honra da família, os limites de sua terra, ou vai como cruzado para a guerra santa, contra os maometanos em Jerusalém, no Oriente Próximo, contra os pagãos do norte da Europa, contra os maometanos de Espanha e Portugal, ele vai inflamado pela ideia de que está lutando por tal ponto da doutrina católica, porque uma graça o tocou e ele se acendeu.

Essa graça confere a sua alma uma altaneria, uma coragem e um gosto do desafio e do gosto do risco que muito frequentemente tem algo de místico.

De onde a reverência enorme prestada ao guerreiro pelo homem de paz.

Porque o homem de paz está num grau inferior em relação ao guerreiro.

Sob certo ponto de vista, o homem de paz, que tem uma profissão pacífica, é muito mais. Mas, de outro ponto de vista, é muito menos.

É que o guerreiro corria o risco por Nosso Senhor Jesus Cristo; portanto, ele dava a vida por Nosso Senhor, e as tintas incomparáveis do martírio entravam em seu gesto.

O martírio tem uma glória especial. Toda santidade tem glória, mas o martírio tem uma glória especial.

Dessa glória era participante o guerreiro que guerreia por Deus, por Nossa Senhora, pela Igreja, pela Cristandade.

(Autor: Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, 28/2/91. Sem revisão do autor)


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