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terça-feira, 6 de agosto de 2013

As belezas da pobreza bem levada refulgiam na plebe medieval. O exemplo de Domremy.

Casa da família de Santa Joana d'Arc, Domremy, França
Ouvindo nossos elogios inclusive as formas de vida das classes populares na Idade Média, alguém poderia objetar:

“bom, a plebe é a classe mais pobre, e que tem menos condições para se cercar de coisas bonitas. Então, daí decorre que a plebe parece o recanto da feiúra dentro do universo. E pelas mesmas razões pelas quais a nobreza seria o recanto da beleza, a plebe seria o recanto da feiúra.

“Os próprios seres humanos, postos num ambiente nobre, deixam ver mais a sua beleza do que no ambiente plebeu.

“Então o que é que o Sr. vai admirar na pobreza?”

A resposta me salta aos lábios, o presépio de Belém.


Sagrada Família: modelo de dignidade na pobreza
O Menino Jesus foi com certeza um menino de uma beleza inimaginável, além do mais um menino nobre. São José era da Casa de David, está na Escritura.

Quer dizer, ele é descendente do Rei David.

A família de David tinha sido posta fora do trono mas tinha o direito a reinar sobre Israel. São José era o chefe da Casa de David.

Ele tinha sobre Israel um direito como o príncipe imperial D. Luiz de Orleans e Bragança bisneto da Princesa Isabel tem sobre a coroa do Brasil.

O Menino Jesus era, portanto, Filho de Rei.

Agora, O imaginem não no presépio de Belém com as vaquinhas e os boizinhos dando bafo em cima d’Ele, etc., mas no mais belo palácio da terra.

São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida
aparecem a Santa Joana d'Arc, Bois Chenu
Não é verdade que isso seria menos bonito do que no presépio?

E que muita coisa na plebe foi posta feia e pobre para que se realçassem valores que nela aparecem e florescem?

E é preciso saber entender e compreender isto.

Todos se lembram da figura histórica de Santa Joana d'Arc.

Heroína virginal que quando a França feudal, a França do heroísmo e da cavalheirosidade estava no chão, debaixo do pé conquistador da Inglaterra, foi suscitada numa aldeiazinha muito humilde, com um nome que soa como um toque de sininho: Domremy.

E que quando ela ia apascentar as ovelhas da família, as vozes de duas santas ‒ Santa Margarida e Santa Catarina ‒ falavam com ela.

E explicavam-lhe que ela tinha que ir para a França, para salvar o reino, e como é que seria, etc., etc.

Aquela virgem encantadora, em determinado momento partiu. Apresentou-se ao Rei.

E disse que ela era mandada por Deus, etc., etc.

Afinal de contas, o Rei aceitou e a pôs, a ela fraca e débil, à frente de um exército que era um dos mais fortes da Europa.

Ela, na sua debilidade virginal e encantadora, comandou e foi empurrando os ingleses quase completamente para fora da França.

Era uma pastora chamada a brilhar na corte de um rei.

Era uma virgem chamada a viver num campo militar onde, infelizmente, tantas e tantas vezes a linguagem é impura, a presença das mulheres perdidas se faz notar, etc., etc.

E, entretanto, ela ali reluzia como um círio de cera puríssima em plena noite.

Bem, não é mais bonito que ela tenha sido uma pastorinha do que ela tivesse sido filha de um príncipe?




(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira. Sem revisão do autor).


Video: Visita à casa de Santa Joana d'Arco em Domremy




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