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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Os privilégios do Vale do Roncal, exemplo de sociedade orgânica não planificada – 1

Brasão do Vale do Roncal, Navarra, Espanha
Brasão do Vale do Roncal, Navarra, Espanha
Como 'nobreza obriga', os roncaleses, habitantes do Valle del Roncal, Espanha, estiveram sempre presentes quando se cuidou de empreendimentos comuns à defesa da Fé ou da Coroa. Daí nasceram alguns privilégios coletivos, que os roncaleses mantiveram zelosamente através dos tempos.

É curioso que enquanto sua mais remota epopéia bélica cobre-se com as brumas do mito e da legenda até o ponto de fazer os eruditos hesitarem a respeito de quando aconteceram os feitos, os privilégios derivados daqueles feitos conservam-se até nossos dias com uma vigência concretíssima, excepcional nos tempos presentes.

Dois são esses privilégios ainda atuais, recordações de outras tantas batalhas legendárias.

O primeiro consiste em que todos os roncaleses são nobres 'cavaleiros, fidalgos e infanções' com direito a usarem como próprio o escudo do Vale, de tal modo que para alguém ser armado cavaleiro das ordens militares, ainda hoje basta provar que seu sobrenome é roncalés para ficar demonstrada a nobreza do mesmo.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Como Europa recuperou e aperfeiçoou a ordem em todos os pontos

São Bento, pai dos monges de Ocidente,  alma fundadora da Cristandade medieval.  Estátua em Montecassino, Itália
São Bento, pai dos monges de Ocidente,
alma fundadora da Cristandade medieval.
Estátua em Montecassino, Itália

No início da Idad Média, a Europa inteira não tinha nem caminhos nem pousadas; suas florestas estavam cheias de ladrões e assassinos; suas leis eram impotentes, ou, sobretudo, ali não havia lei alguma; a Religião só, como uma grande coluna elevada no meio das ruínas bárbaras, oferecia abrigos e um ponto de comunicação aos homens.

Sob a segunda linhagem de nossos reis, a França tendo caído na anarquia mais profunda, sobretudo os viajantes eram detidos, espoliados e mortos ao cruzar os rios.

Monges hábeis e corajosos tiveram a iniciativa de remediar estes males.

Formaram entre eles uma companhia, sob o nome de ‘hospitalários pontífices’ ou ‘fazedores de pontes’.

Obrigavam-se, pela sua instituição, a prestar socorro aos viajantes, a reparar os caminhos públicos, a construir pontes, a hospedar os estrangeiros nas hospedarias que eles elevavam à beira dos rios.