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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A mística do guerreiro medieval

O guerreiro típico da Idade Média é aquele que combate por uma razão religiosa. Ainda que de imediato se trate de uma guerra feudal, em que estão, portanto, envolvidas questões de terras, de limites, etc., no fundo há algo de religioso.

Porque para os senhores é quase impossível pegar isso, pela enorme diferença de idade que há entre nós. Mas eu peguei restinhos disso.

Uma família é tida como uma pequena pátria, e deixar de pertencer à família é uma vergonha como deixar de pertencer à pátria.

Por quê?

Porque toda família tem uma mentalidade própria e um modo de ser próprio de dar glória a Deus. E se desaparece aquela família, é a mesma coisa do que alguém roubar um pedaço de um vitral.

O vitral seria o país, os pedaços do vitral seriam as famílias. E é uma espécie de obrigação não deixar perecer a família, nem a honra dela, nem o nome dela. Sustentar, portanto, a honra dela até no combate.

O modo de um pai ou de uma mãe passar um pito no filho é dizer: “Você é a vergonha de nossa família”. Quer dizer, está fazendo com que aquele pedaço de cristal do vitral perca a sua beleza e fique como se alguém colasse nele um pedaço de folha de papel jornal.

Tudo era brilhante, mas ali tem um caco qualquer sem expressão por estar colado um pedaço de jornal. Essa é a família que perdeu a sua expressão.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A “visão” mística de Nosso Senhor Jesus Cristo nas almas dos medievais

A visão mística da Idade Média pode se conhecer na escultura e na pintura da época.

Pode ser pintura sobre tela ou qualquer outro material, pintura em cristal – os vitrais. Por exemplo, na estátua Le Bon Dieu d'Amiens. Amiens é uma cidade da França cuja catedral tem no pórtico uma imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ele de fato está para lá de bonito. Quer dizer, naquela escultura está a alma d’Ele, o espírito d’Ele, está Ele. O homem que esculpiu aquela estátua foi um homem que conheceu Nosso Senhor, que pensou em Nosso Senhor, que teve Nosso Senhor na alma dele. Quer dizer, foi um homem de Deus que fez aquilo. De onde acontece que aquela estátua saiu tão bem.

Mas isto pode ser dito dos vitrais, tapeçarias e tudo mais que se possa imaginar da Era da Luz.

Agora, como é que uma pessoa que não viu pessoalmente a Nosso Senhor adquire a possibilidade de representar tão bem a alma d’Ele?

Como é que homens que vêem essa representação séculos depois e chegam a ponto de se comoverem quase como os medievais diante daquela expressão que há quinhentos anos pelo menos, um homem imaginou e criou?

Como é que o ignoto escultor pôde imaginar aquilo? Como ele pôde representar tão bem a Nosso Senhor?