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domingo, 29 de julho de 2012

Forte do Relógio: jóia da Veneza medieval


Veneza, Torre dell'Orologio. A cidade medievalO Forte do Relógio, constrúido por Codussi entre 1496 e 1499, é um dos monumentos arquitetônicos mais fotografados de Veneza.

O enorme quadrante situado sobre a porta de entrada da torre é uma obra-prima mecânica do final do século XV, construído por Giampaolo e Giancarlo Ranieri, artistas nascidos em Parma. O engenhoso aparelho indica as estações do ano, as horas e as fases da lua.

O edifício que figura nesta contracapa é um dos prédios mais famosos de Veneza.

Possui ele um corpo central, denominado Forte do Relógio. De cada lado há três andares que formam uma como que moldura -- muito bonita, mas discreta -- para a torre.

A torre foi concebida para ser uma homenagem a Nossa Senhora. Em sua parte mais visível vê-se uma imagem da Mãe de Deus com o Menino Jesus.


Por ocasião do Natal tem lugar uma cena mecânica, mediante a qual fazem reverência diante de Nossa Senhora esculturas representando os Reis Magos, com a intenção de homenagear a Virgem Santíssima e o Divino Infante.

Veneza, Torre dell'Orologio. A cidade medievalO relógio é belo e artístico. O quadrante apresenta um azul bem escuro, com desenhos incrustrados em dourado, sendo os números escritos em círculos de pedra. Em cada ângulo encontra-se um pequeno círculo vazado.

Veneza não se esqueceu de si própria nessa obra artística: colocou num lugar menos central, mas bastante evidente, o seu símbolo. Como se sabe, a Basílica da cidade é dedicada ao Apóstolo São Marcos, que é representado por um leão. A cidade adotou como seu o símbolo do Evangelista.

Na parte superior do edifício, encontra-se uma escultura representando dois gigantescos mouros com um martelo na mão, os quais, movidos mecanicamente, batem o sino nas horas certas.

Este é um prédio da vida civil. Como os edifícios civis costumavam ser impregnados de símbolos religiosos na era histórica em que essa torre foi construída, em quase todo motivo decorativo encontra-se uma alusão religiosa.

Assim, os mouros que estão batendo no sino lembram que em Veneza havia escravos mouros, aprisionados em guerras muitas vezes travadas por motivo religioso. Mesmo nessa representação, está afirmado o triunfo da Cruz sobre o Islã –– então o grande inimigo da Igreja Católica e da Cristandade.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 7 de dezembro de 1988. Sem revisão do autor.)


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