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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A “visão” mística de Nosso Senhor Jesus Cristo nas almas dos medievais

A visão mística da Idade Média pode se conhecer na escultura e na pintura da época.

Pode ser pintura sobre tela ou qualquer outro material, pintura em cristal – os vitrais. Por exemplo, na estátua Le Bon Dieu d'Amiens. Amiens é uma cidade da França cuja catedral tem no pórtico uma imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ele de fato está para lá de bonito. Quer dizer, naquela escultura está a alma d’Ele, o espírito d’Ele, está Ele. O homem que esculpiu aquela estátua foi um homem que conheceu Nosso Senhor, que pensou em Nosso Senhor, que teve Nosso Senhor na alma dele. Quer dizer, foi um homem de Deus que fez aquilo. De onde acontece que aquela estátua saiu tão bem.

Mas isto pode ser dito dos vitrais, tapeçarias e tudo mais que se possa imaginar da Era da Luz.

Agora, como é que uma pessoa que não viu pessoalmente a Nosso Senhor adquire a possibilidade de representar tão bem a alma d’Ele?

Como é que homens que vêem essa representação séculos depois e chegam a ponto de se comoverem quase como os medievais diante daquela expressão que há quinhentos anos pelo menos, um homem imaginou e criou?

Como é que o ignoto escultor pôde imaginar aquilo? Como ele pôde representar tão bem a Nosso Senhor?


Evidentemente por meio de uma graça.

E essa graça como funcionou?

Tudo leva a supor que o escultor, sem ter necessariamente tido uma visão, teve uma intuição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Algo agiu na sensibilidade dele e se traduziu na representação de uma figura parecida com a de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Isto que se passou nele de sobrenatural por obra da graça, ele de algum modo “viu”, mas “viu” verdadeiramente; pertence à mística.

Por isso são tão extraordinariamente comovedoras as catedrais da Idade Média – a Sainte Chapelle, e outras assim. Tudo nelas nos fala de Deus representado por almas que “viram” a Deus.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 28/2/91. Sem revisão do autor)




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