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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O clérigo medieval: um apaixonado por Nosso Senhor Jesus Cristo


Na ordem social medieval é preciso distinguir três categorias essenciais. A mais alta é a dos clérigos. O clérigo é por excelência um homem de oração e estudo.

O próprio do clérigo é um modo de considerar a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não considera a Jesus Cristo como um qualquer que olha e exclama “Aahh!” Não.

O bom clérigo olha para Nosso Senhor com uma espécie de enlevo apaixonado.

Há também o mau clérigo, e esse elogio que eu estou fazendo não cabe a um mau clérigo.

Então, o bom clérigo se caracteriza por uma espécie de paixão por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Por exemplo, quando ele considera a Paixão e Morte de Nosso Senhor, ele é propenso a se compenetrar de tal modo que ele até chora.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Por que a ordem medieval é também uma via para contemplar e adorar a Deus



A graça de Deus, quando é correspondida pela pessoa, não só faz funcionar bem a sociedade, mas faz funcionar internamente bem a pessoa.

A sua inteligência funciona bem, a sua vontade funciona bem, a sua sensibilidade funciona bem, e a pessoa fica em condições ideais para a produção daquilo que pode produzir.

Por exemplo, um artista que tem dotes de escultor. Se ele utilizar adequadamente sua capacidade escultórica, ele sai um escultor tão bom quanto a dose de talento que ele tem proporciona.

Se for assim, então é preciso reconhecer que um grande escultor recebendo a graça vai até o teto, e que nenhum escultor dará tudo que pode se não for animado pela graça.

Então, vendo uma obra-prima medieval, pode ser que essa obra-prima tenha sido feita por um homem que estivesse em estado de pecado mortal e que, portanto, não estava animado pela graça.

Mas ele adquiriu certos hábitos artísticos em virtude de um ambiente onde vivia muita gente cheia da graça de Deus. Esse ambiente tinha exigências que o artista procurava satisfazer e o obrigava a fazer tudo bem.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Quando os Mandamentos de Deus regem a sociedade humana

Representação simbólica da Igreja militante nesta terra.
No centro do andar superior o Papa com a tríplice coroa; a seu lado arcebispos, cardeais
e chefes de ordens religiosas. No andar inferior: no centro um cardeal tendo aos lados bispos
ensinando aos povos o Evangelho junto com religiosos e doutores.
Em volta o povo rezando, pagãos sinceros ouvindo. Mas outros com foices tentam matá-los,
tal vez símbolo de hereges e/ou pagãos perseguidores como os islâmicos hoje.
 
Se imaginarmos uma sociedade em que ninguém cumpre os Mandamentos da Lei de Deus, ter-se-ia uma sociedade que vai explodir.

Se imaginarmos uma sociedade onde todos cumprem os Mandamentos, ter-se-ia uma sociedade em pleno florescimento.

A razão é muito simples: os Dez Mandamentos mostram a ordem que Deus pôs nas coisas.

Esta ordem posta por Deus produz naturalmente frutos.

E os frutos do precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo para que todas as coisas dêem certo são excelentes.

Por quê?

Porque pelo sangue d’Ele nós obtemos a graça, e sem a graça nós não obteríamos nada.

E é essa graça que nos torna capazes de cumprir os Mandamentos.

É doutrina condenada pela Igreja achar que o homem pode sem a graça praticar duravelmente, na sua totalidade, os Mandamentos.

Um bandido pode praticar alguns mandamentos; por exemplo, um celerado pode assassinar pessoas, mas não roubar.

A construção da cidade católica
A construção da cidade católica
Ou um médico relaxado por culpa de quem os doentes morrem, mas que propriamente não tira o dinheiro da carteira dos outros. Ele cumpre um ou outro mandamento, mas cumprir todos juntos, sem a graça de Deus não consegue.

Então, se os homens todos recebem a graça, e a graça nunca falta a ninguém porque Deus a oferece sempre, eles podem agir de acordo com os Mandamentos.

E se todos os homens que pertencem a uma sociedade cumprem os Mandamentos, essa sociedade é levada ao seu píncaro.

Ali pode se perceber toda a dimensão do elogio feito por S.S. Leão XIII à Idade Média:


“Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados.

“Nessa época, a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil.

“Então a Religião instituída por Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos Príncipes e à proteção legítima dos Magistrados.

“Então o Sacerdócio e o Império estavam ligados entre si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios.

“Organizada assim, a sociedade civil deu frutos superiores a toda a expectativa, cuja memória subsiste e subsistirá, consignada como está em inúmeros documentos que artifício algum dos adversários poderá corromper ou obscurecer”. (S.S. Leão XIII, Encíclica “Immortale Dei”, de 1º-XI-1885, “Bonne Presse”, Paris, vol. II, p. 39).

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 28/2/91. Sem revisão do autor)




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