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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Estímulo à cortesia e à dignidade da vida no povo medieval

Stein am Rhein, praça da prefeitura
A poesia de aldeias humildes, que contribuem para proporcionar ao povo os valores de cortesia e de dignidade de vida numa civilização católica não é o privilégio da aristocracia.

Pelo contrário, a arte animada pelo espírito cristão favorece essas qualidades em todas as classes sociais no modo que é próprio a cada uma delas.

Por toda a Europa florescem - não há outra expressão - aldeias assim. A um tempo fontes, relicários e sementeiras de uma vida de alma admirável, própria a um povo que não foi transformado em massa.

Como teriam a lucrar na consideração destes exemplos tantas das cidades de nosso interior, às quais a penetração do espírito revolucionário, todo materialista e utilitário, privou desde o nascedouro do encanto de São João del Rei, de Congonhas do Campo, em Minas, de M'Boy, em São Paulo, etc.!

Stein am Rehin - simples "Pedra junto ao Reno" - é uma cidade minúscula na Suíça, mas cheia de poesia, onde, como se vê na foto, tudo convida à existência cristã digna e cortês.

A pequena praça do mercado, afável, tranqüila, marcada a fundo pela seriedade do Paço municipal do século XVI, representa o aspecto citadino da encantadora localidade.

Porém, como toda aldeia verdadeira (e Stein am Rhein é mais uma aldeia que uma cidade), ela deve ser vista não só em si mesma, mas também em função do campo.

A segunda foto no-la mostra como elemento integrante da paisagem bucólica, que seu campanário altaneiro domina, enquanto as habitações populares, confortáveis e alegres, parecem aconchegar-se filialmente junto à igreja, e mirar-se, satisfeitas de si, da paisagem e do Criador cheio de bondade, na placidez límpida das águas tio Reno.

Arte, poesia, dignidade e amenidade da vida, frutos exímios dessa "tradição que se chama a cultura cristã"... tradição que não é apenas um vertígio do passado, mas u m valor perene, a inspirar o presente e o futuro.

Plinio Corrêa de Oliveira, CATOLICISMO, outubro de 1961




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terça-feira, 23 de agosto de 2011

As corporações garantiam todas as formas de seguro social num espírito de amizade familiar

Milão, re-encenação confraria medieval
A confraria, que era de origem religiosa e existia mais ou menos por toda parte, era um centro de ajuda mútua.

“Figuravam em primeiro plano as pensões concedidas aos mestres idosos ou já enfermos e os socorros aos doentes, durante todo o tempo da doença e da convalescença.

“Era um sistema de seguros em que cada caso podia ser conhecido e examinado em particular, o que permitia dar o remédio apropriado a cada situação e ainda evitar os abusos.

“Se o filho de um mestre é pobre e quer aprender, os homens de bem devem lhe ensinar por 5 soldos (taxa corporativa) e por suas esmolas — diz o estatuto dos fabricantes de escudos.

“A corporação ajudava ainda no caso de seus membros precisarem viajar ou por ocasião do desemprego.

Sapateiro e cliente, catedral de Chartres“Thomas Deloney conta-nos este episódio interessante:

Tom Dsum, sapateiro inglês em viagem, encontra-se com um jovem senhor arruinado, e se dispõe a acompanhá-lo a Londres:
— Sou eu quem paga. Na próxima cidade nos divertiremos bastante.
— Como?! Pensava que você não tivesse mais que um soldo no bolso.
— Se você fosse sapateiro como eu, poderia viajar de um lado a outro da Inglaterra apenas com um penny (=tostão) no bolso. Em cada cidade acharia boa comida, boa cama e boa bebida, sem mesmo gastar seu penny. Isto porque nenhum sapateiro deixará faltar alguma coisa a um dos seus. Pelo nosso regulamento, se algum companheiro chegar a uma cidade sem dinheiro e sem pão, basta ele se dar a conhecer, não precisando se ocupar com outra coisa. Os outros companheiros da cidade não somente o receberão bem, mas lhe fornecerão gratuitamente víveres e acomodações. Se quiser trabalhar, sua corporação se encarregará de lhe arranjar um patrão, e ele não terá que procurá-lo”.

“Esta curta passagem não necessita comentários. Assim compreendidas, as corporações eram um centro muito vivo de ajuda mútua, honrando seu lema: “Todos por um, um por todos”.


(Fonte: Régine Pernoud, “Lumière du Moyen Âge”, Bernard Grasset Éditeur, Paris, 1944)




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terça-feira, 16 de agosto de 2011

A cidade de GENAZZANO: Um urbanismo extremamente pitoresco

Genazzano, A cidade medieval
As fotografias apresentam uma visão da cidadezinha de Genazzano, na Itália.

No centro, vêem-se o campanário e o corpo da igreja. Em torno dela, pode-se observar a localidade, que se "pendura" nas encostas de uma pequena montanha.

Chama a atenção o pitoresco do lugarejo, que foi outrora uma cidade fortificada, espécie de feudo dos príncipes Colonna.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Palácio da Senhoria de Florença: seriedade e altivez

Palácio da Signoria, Florença, a Cidade Medieval
Durante muito tempo o Palácio senhorial de Florença foi a sede de governo de um pequeno Estado – o Grão-Ducado de Toscana, na Itália -- que ocupou na cultura e no pensamento humano um lugar proeminente. Foi uma grande potência do pensamento.

O palácio é típico do estilo florentino. Sua cor é bonita, o amarelado da pedra utilizada na construção apresenta aspecto agradável, nada mais do que isso.

Uma torre quadrada com relógio, janelas, algumas em forma ogival, outras puras perfurações na parede, destituídas de beleza especial.

Estamos habituados, na ótica moderna, à idéia de que a torre deve estar bem no meio do edifício. Ali não. A torre fica um pouco mais para o lado direito da fachada.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Exemplo de procissão religiosa com participação oficial de toda a cidade: Bruxellas


A vida medieval não se compreende sem sua dimensão religiosa, por assim dizer omnipresente.

A procissão do Ommerang em Bruxelas é muito elucidativa.


A devoção a Nossa Senhora das Vitórias de Sablon começou no século XIV com um fato miraculoso.

Havia na cidade vizinha de Antuérpia uma imagem milagrosa conhecida como Notre Dame à la Branche (Nossa Senhora no Galho), que fora protetora daquela cidade e que estava na catedral.