
A poesia de aldeias humildes, que contribuem para proporcionar ao povo os valores de cortesia e de dignidade de vida numa civilização católica não é o privilégio da aristocracia.
Pelo contrário, a arte animada pelo espírito cristão favorece essas qualidades em todas as classes sociais no modo que é próprio a cada uma delas.
Por toda a Europa florescem - não há outra expressão - aldeias assim. A um tempo fontes, relicários e sementeiras de uma vida de alma admirável, própria a um povo que não foi transformado em massa.
Como teriam a lucrar na consideração destes exemplos tantas das cidades de nosso interior, às quais a penetração do espírito revolucionário, todo materialista e utilitário, privou desde o nascedouro do encanto de São João del Rei, de Congonhas do Campo, em Minas, de M'Boy, em São Paulo, etc.!
Stein am Rehin - simples "Pedra junto ao Reno" - é uma cidade minúscula na Suíça, mas cheia de poesia, onde, como se vê na foto, tudo convida à existência cristã digna e cortês.
A pequena praça do mercado, afável, tranqüila, marcada a fundo pela seriedade do Paço municipal do século XVI, representa o aspecto citadino da encantadora localidade.
Porém, como toda aldeia verdadeira (e Stein am Rhein é mais uma aldeia que uma cidade), ela deve ser vista não só em si mesma, mas também em função do campo.
A segunda foto no-la mostra como elemento integrante da paisagem bucólica, que seu campanário altaneiro domina, enquanto as habitações populares, confortáveis e alegres, parecem aconchegar-se filialmente junto à igreja, e mirar-se, satisfeitas de si, da paisagem e do Criador cheio de bondade, na placidez límpida das águas tio Reno.
Arte, poesia, dignidade e amenidade da vida, frutos exímios dessa "tradição que se chama a cultura cristã"... tradição que não é apenas um vertígio do passado, mas u m valor perene, a inspirar o presente e o futuro.
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