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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O urbanismo medieval e o urbanismo moderno

Quando nas iluminuras medievais consideramos uma cidade vista de longe, ela se apresenta de modo inteiramente diferente da cidade moderna.

A cidade moderna é de contornos imprecisos, irregulares, é como um tumor que se vai estendendo de lá para cá e para acolá, de maneira tal que numa certa direção ela cresceu muito, e noutra existem ainda parques que vão quase até o seu centro.

A cidade medieval nos dá impressão de uma moeda bem cunhada.

Ela está repleta de casas, num recinto delimitado por um muro e realçado por torres.


O limite é definido e claro: para além do muro, campo; para dentro do muro, cidade.

O muro é o resplendor da cidade, que tem em torno de si uma coroa feita de muralhas, assegurando-lhe a possibilidade de se defender por si própria e de manter sua autonomia.

Vista assim em seu conjunto, a cidade dá a impressão de uma caixa de tesouros.

Porque o que emerge de dentro dela são coisas preciosas: as torres das igrejas, as pontas das catedrais com as rosáceas e os vitrais, as torres de um ou outro palácio, etc.

Dir-se-ia que entre suas torres havia uma espécie de competição para atingir o céu.

As ruas não correspondiam muito às idéias do urbanismo moderno.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Variedade e unidade das quase contraditórias cidades e burgos medievais

O espírito católico que permeou a Idade Média, segundo o célebre ensinamento do papa Leão XIII suscitou uma admirável expansão do espírito de cada povo, região, cidade e aldeia.

O resultado no urbanismo foi o aparecimento de cidades com estilos fabulosamente diversos.

Nada havia das cidades monótonas modernas que se repetem a si próprias um pouco por todo mundo.

Cada conjunto humano gestava sem planificação, segundo suas propensões naturais de alma, a cidade que bem entendia.